Ratinho Júnior e Guto Silva sob pressão após vazamento de áudios que abalam o Palácio Iguaçu

O cenário político paranaense foi atingido por um “terremoto” nesta semana. O vazamento de áudios inéditos, que detalham supostas movimentações pouco republicanas nos bastidores do Palácio Iguaçu, colocou o governador Ratinho Júnior e seu secretário das Cidades, Guto Silva, no centro de uma crise de imagem sem precedentes neste início de 2026.

​A denúncia, que circula com força nos bastidores do Centro Cívico e foi repercutida por veículos como O Diário de Maringá, sugere que o “esgoto” da política local transbordou para dentro das salas governamentais. Enquanto o governo tenta manter uma agenda de normalidade, focada em eventos como o Verão Maior Paraná, a oposição e setores da sociedade civil cobram explicações imediatas sobre o conteúdo das gravações.

​Os pontos centrais da crise

​De acordo com as informações mais recentes e o monitoramento das redes políticas, os principais desdobramentos são:

  • Conteúdo Comprometedor: Os áudios indicariam uma articulação política que ignora critérios técnicos em favor de acordos de bastidores, envolvendo a sucessão estadual de 2026.
  • O “Fator Sucessão”: Guto Silva, que vinha sendo preparado como o “nome do coração” de Ratinho Júnior para a disputa ao governo, vê sua trajetória — que era ascendente nas pesquisas — ameaçada pelo escândalo.
  • Reação do Palácio: Até o momento, a estratégia oficial tem sido a de “seguir em festa”, mantendo a agenda de shows e entregas no litoral, numa tentativa de blindar a popularidade do governador, que encerrou 2025 com altos índices de aprovação.

​O Tabuleiro para 2026

​A crise chega em um momento crucial. Guto Silva acabara de alcançar 10% das intenções de voto em levantamentos recentes, tentando se consolidar frente a nomes como Alexandre Curi e Sérgio Moro. O vazamento é visto por analistas como um “balde de água fria” na estratégia do grupo palaciano de lançar um sucessor “puro-sangue”.

​”A política paranaense vive um momento de depuração. O que esses áudios revelam não é apenas uma conversa privada, mas o modus operandi de um grupo que se julgava inabalável,” afirma um interlocutor da oposição na Assembleia Legislativa (ALEP).

​Próximos passos

​A expectativa agora gira em torno de uma possível investigação oficial por parte do Ministério Público ou a abertura de uma CPI na ALEP, embora a base governista ainda detenha ampla maioria.

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