Mônica Santoro teme penhora de bens e aciona a Justiça contra Romário por partilha de imóvel

​A empresária Mônica Santoro, ex-esposa do ex-jogador e atual senador Romário (PL-RJ), acionou a Justiça com um pedido urgente de transferência de titularidade de um apartamento previsto na partilha de bens do antigo casal. A defesa de Mônica alega que o ex-marido enfrenta uma grave crise financeira com diversas ordens de penhora, o que coloca o patrimônio dela em risco iminente de perda para o pagamento de credores.

​Romário e Mônica Santoro estão separados judicialmente desde março de 1995. Na época do divórcio, ficou acordado que o imóvel em questão permaneceria em formato de condomínio (propriedade compartilhada) entre os dois. No entanto, diante do avanço de cobranças milionárias na Justiça contra o parlamentar, a ex-mulher solicita que o bem passe integralmente para o seu nome, assegurando o único patrimônio remanescente que lhe caberia de forma exclusiva na divisão original.

​O pedido de urgência corre sob segredo de Justiça na 5ª Vara de Família do Rio de Janeiro e ainda aguarda uma decisão do magistrado responsável.

​Bloqueio na Copa do Mundo e dívida de R$ 32 milhões

​A movimentação judicial de Mônica ocorre em um momento delicado para o senador. Recentemente, a 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca determinou o bloqueio e a penhora de quaisquer valores e cachês que Romário tenha a receber da CazéTV, canal onde atua como comentarista esportivo nas transmissões da Copa do Mundo.

​A medida foi tomada para tentar abater uma dívida histórica avaliada atualmente em R$ 32,4 milhões. O imbróglio jurídico se arrasta desde 2001 e envolve uma ação de descumprimento contratual movida pela empresa Koncretize Projetos e Obras Ltda. contra Romário e empresas ligadas a ele. Devido a décadas de encargos acumulados, juros e correção monetária, o montante atingiu o patamar atual.

​Além do cachê na emissora digital, o ex-atleta já sofreu sanções que incluem a penhora de outros imóveis, de um veículo de luxo e de uma lancha, além de restrições em contas bancárias. Procurada em ocasiões recentes sobre os bloqueios, a defesa do senador informou que os valores cobrados são desproporcionais e que o parlamentar segue recorrendo das decisões nas instâncias cabíveis.


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