MP-PR aponta indícios de omissão de socorro em caso de jovem perdido no Pico Paraná

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) anunciou que investiga possíveis irregularidades e negligência no atendimento ao jovem Roberto Farias Tomaz, de 19 anos. O rapaz permaneceu desaparecido por cinco dias após se perder em uma trilha de retorno no Pico Paraná, a montanha mais alta do Sul do Brasil, no início de janeiro.

​O Incidente e o Resgate

​Roberto desapareceu após se separar de seu grupo durante a descida. O que deveria ser uma atividade de lazer transformou-se em uma operação de busca complexa em terreno íngreme e de mata fechada. O jovem foi localizado por voluntários e equipes de resgate em estado de desidratação e com ferimentos leves, após sobreviver a condições climáticas adversas e à escassez de alimento.

​A Investigação do Ministério Público

​A decisão do MP-PR de apurar o crime de omissão de socorro baseia-se em relatos sobre a conduta de pessoas que acompanhavam o jovem ou que tiveram contato com o pedido de ajuda inicial. Segundo os promotores, há indícios de que o protocolo de emergência demorou a ser acionado de forma eficaz ou que informações cruciais foram retidas.

​”A análise foca em determinar se houve demora injustificada na comunicação do desaparecimento às autoridades competentes, o que pode ter colocado a vida do jovem em risco desnecessário”, afirma o órgão.

​Contexto e Segurança nas Trilhas

​O caso reacendeu o debate sobre a segurança no montanhismo paranaense. Especialistas e órgãos de segurança pública destacam pontos críticos:

  • Preparação: A importância de equipamentos de geolocalização e vestimenta adequada.
  • Responsabilidade de Grupo: A regra fundamental de nunca abandonar um integrante da expedição.
  • Comunicação: O tempo de resposta é vital em casos de desaparecimento em áreas de difícil acesso.

​Até o momento, os nomes dos acompanhantes investigados não foram divulgados oficialmente para não comprometer o andamento do inquérito. A defesa dos envolvidos ainda não se manifestou publicamente sobre o posicionamento do Ministério Público.

Deixe um comentário