A Polícia Federal (PF) trouxe à tona novos desdobramentos sobre as conexões entre o sistema financeiro e o Judiciário durante a recente fase da Operação Concierge. No centro da investigação está Fabiano Zettel, pastor evangélico e empresário, conhecido por ser cunhado e braço direito de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O elo entre os fundos e o Resort Tayayá
Segundo as investigações, Zettel utilizou uma estrutura de fundos de investimento para adquirir parte do Tayayá Resort, localizado em Ribeirão Claro (PR). O empreendimento pertencia a dois irmãos e um primo do ministro do STF, Dias Toffoli.
Os detalhes da transação revelam uma engenharia financeira complexa:
- A Estrutura: Zettel era o único cotista do Fundo Leal, que detinha 100% das cotas do Fundo Arleem.
- O Valor: O Fundo Arleem efetuou o pagamento de R$ 6,6 milhões pela participação no resort.
- A Gestão: Ambos os fundos eram administrados pela Reag Trust, empresa que atualmente está sob a lupa das autoridades por suspeitas de lavagem de dinheiro para o PCC e participação em fraudes que levaram à liquidação do antigo Banco Master.
Conflito de interesses e o papel de Dias Toffoli
O caso ganha contornos políticos e jurídicos delicados devido ao fato de o ministro Dias Toffoli ser o relator no STF de processos que envolvem as supostas fraudes do Banco Master. A proximidade entre o comprador (Zettel, ligado ao Master) e os vendedores (familiares do ministro) levanta questionamentos sobre a imparcialidade e o conhecimento prévio dessas relações.
Zettel chegou a ser detido pela Polícia Federal na última quarta-feira para prestar esclarecimentos, sendo liberado na sequência. Em sua defesa, o empresário afirmou que deixou o investimento no resort em 2022.
Posicionamentos oficiais
Até o momento, o cenário de manifestações é o seguinte:
| Envolvido | Status da Resposta |
| Fabiano Zettel | Afirma ter saído do negócio em 2022. |
| Ministro Dias Toffoli | Não se manifestou até o fechamento desta edição. |
| Irmãos de Toffoli | Mantiveram-se em silêncio. |
| Banco Master | Tem negado irregularidades em sua gestão e liquidação. |
Desdobramentos recentes
A internet e os portais de notícias jurídicas acompanham agora se haverá pedidos de suspeição contra o ministro Toffoli em casos envolvendo o Banco Master ou a Reag Trust. A Polícia Federal segue analisando documentos apreendidos para determinar se o valor pago pelo resort estava dentro do preço de mercado ou se a transação serviu como mecanismo de ocultação de vantagens.




