CLIENTES RELATAM prejuízos em empresa ligada a vice-presidente do Sismmar em Maringá

Uma série de denúncias envolvendo a falta de entrega de mercadorias e o encerramento repentino das atividades de uma loja de colchões em Maringá ganhou novos desdobramentos nesta segunda-feira (19). Consumidores relatam ter efetuado pagamentos por produtos que nunca foram entregues pela Z7 Colchões, empresa cujas operações e divulgação comercial estariam vinculadas a Caldeci Bezerra Chaves, atual vice-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (Sismmar).

​De acordo com informações apuradas pelo portal O Diário de Maringá, o estabelecimento físico da loja foi fechado e os canais de comunicação direta com os clientes foram interrompidos. Relatos indicam que o telefone fixo não atende e os perfis oficiais da empresa nas redes sociais foram desativados nos últimos dias, deixando dezenas de compradores sem respostas sobre o paradeiro de seus pedidos ou a devolução de valores.

​Casos críticos e perfis dos afetados

​Entre as vítimas, destacam-se consumidores idosos que adquiriram colchões específicos para tratamentos de saúde e mobilidade. Em alguns casos, o prejuízo financeiro é acompanhado pelo agravamento de condições físicas, já que os itens são considerados essenciais para o bem-estar dos compradores.

​Além do atraso nas entregas, os clientes apontam divergências nos dados fornecidos no momento da compra e a dificuldade em obter o estorno junto às operadoras de cartão de crédito, uma vez que a empresa não formalizou o cancelamento das vendas.

​Envolvimento de figura pública

​O caso ganha contornos políticos e sindicais devido à ligação de Caldeci Bezerra com o negócio. Embora a identidade visual e o cotidiano da loja fossem associados publicamente ao seu nome, ainda há dúvidas sobre a composição legal da empresa no papel. Vale destacar que, até o momento, não há decisão judicial que atribua responsabilidade civil ou criminal ao dirigente sindical, mas a pressão por esclarecimentos públicos tem crescido entre os servidores e a comunidade local.

​Caldeci Bezerra já vinha enfrentando desgastes internos no Sismmar. Em fevereiro de 2025, o coletivo “Somos Todos Sismmar” chegou a emitir uma nota de repúdio contra atitudes do vice-presidente, citando divergências internas e comportamentos individualistas que estariam prejudicando a atuação do sindicato.

​Orientações aos consumidores

​Especialistas em Direito do Consumidor orientam que os cidadãos prejudicados devem:

  • Registrar queixa no Procon de Maringá: Fundamental para documentar a tentativa de resolução administrativa.
  • Boletim de Ocorrência: A formalização junto à Polícia Civil é recomendada para casos em que há suspeita de estelionato ou encerramento irregular de atividades.
  • Provas: Reunir comprovantes de pagamento, notas fiscais, prints de conversas por aplicativos e anúncios publicitários.

​A reportagem buscou contato com Caldeci Bezerra Chaves e com os números anteriormente divulgados pela Z7 Colchões, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. O espaço segue aberto para manifestações.

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