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Sergio Moro enfrenta desgaste político no Paraná após deputado aliado virar réu em denúncia de rachadinha

Sergio Moro enfrenta desgaste político no Paraná após deputado aliado virar réu em denúncia de rachadinha

Sergio Moro e Ricardo Arruda: discurso de combate à corrupção sob teste diante de denúncias de rachadinha no Paraná

CURITIBA – À medida que se aproximam as articulações para as próximas eleições governamentais de 2026, o cenário político do Paraná vê o senador e pré-candidato ao governo estadual, Sergio Moro (PL), liderando as intenções de voto. No entanto, a principal bandeira de sua trajetória pública — o combate rigoroso à corrupção — começa a enfrentar ruídos políticos internos devido às graves acusações que cercam figuras influentes de sua base aliada local, em especial o deputado estadual Ricardo Arruda (PL).

O contraste entre o discurso e as alianças

Sergio Moro construiu sua reputação nacional como o juiz símbolo da Operação Lava Jato, defendendo o fim do loteamento político e o desvio de recursos públicos. Contudo, ao ingressar na disputa ao Palácio Iguaçu, o pré-candidato se vê no mesmo partido de políticos que enfrentam severas acusações criminais na Justiça paranaense.
O caso mais emblemático é o do deputado estadual Ricardo Arruda, um dos principais nomes do PL no estado. Arruda e seu círculo próximo têm sido alvo de constantes investigações conduzidas pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

As investigações contra o grupo de Ricardo Arruda

As denúncias que pesam sobre o gabinete de Ricardo Arruda são extensas e envolvem a prática conhecida popularmente como “rachadinha” (desvio de salários de servidores comissionados), além de outras irregularidades:

  • Denúncia contra a esposa e assessores (Junho de 2026): Recentemente, o Ministério Público denunciou a esposa do parlamentar, Patricia Arruda, e mais três pessoas por participação ativa em um esquema de repasse de salários na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) que teria operado entre 2018 e 2023.
  • Histórico de denúncias do deputado: O próprio Ricardo Arruda já havia sido denunciado anteriormente em 2024 e tornou-se réu em maio de 2025 sob acusações de desvio de dinheiro público, associação criminosa e tráfico de influência. De acordo com os promotores, o parlamentar usava seu prestígio político para prometer facilidades junto à administração pública e ao Judiciário em troca de vantagens financeiras.
  • O pedido de devolução milionária: O MP-PR também sustenta que o deputado utilizava cartões de crédito adicionais de seus assessores para desfrutar de gastos de luxo, solicitando judicialmente a devolução de cerca de R$ 1 milhão aos cofres públicos.

O reflexo na pré-campanha de Moro

Embora as pesquisas recentes de institutos como o Paraná Pesquisas apontem Moro na liderança isolada na disputa pelo governo do Paraná, a presença de aliados denunciados por desvios éticos gera um flanco de desgaste para a sua narrativa de campanha.
Adversários políticos já utilizam o envolvimento de integrantes de seu partido em escândalos locais para questionar a coerência do projeto político do ex-juiz. A defesa do deputado Ricardo Arruda e de seus familiares tem reiterado publicamente que as acusações são infundadas e que provará a inocência de todos os envolvidos ao longo do processo judicial.
Para entender detalhadamente como funcionavam as investigações do Gaeco e os desdobramentos judiciais que envolvem o gabinete do deputado Ricardo Arruda no Paraná, assista a esta Reportagem da Band sobre o caso de Ricardo Arruda, que detalha a denúncia contra a esposa do parlamentar e o esquema de desvio de salários na Alep.

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