O cenário político brasileiro ganha novos contornos nesta semana com a chamada “Caminhada Patriótica” ou “Caminhada pela Liberdade e Justiça”, liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Iniciada na última segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, a jornada de 240 quilômetros partiu de Paracatu, no noroeste de Minas Gerais, com destino à capital federal. O ato é um protesto direto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro — que cumpre pena no Complexo da Papuda — e as condenações relacionadas aos eventos de 8 de janeiro.
Abaixo, detalhamos as principais curiosidades e as últimas atualizações sobre o movimento que mobiliza a ala conservadora nas redes sociais.
1. Camisa escrita com batom: o simbolismo de Débora
Uma das imagens mais marcantes da caminhada até agora é a vestimenta de Nikolas Ferreira. O deputado utiliza uma camiseta branca com a frase “Acorda Brasil” escrita à mão. Ele revelou que o texto foi feito com batom, em uma referência direta a Débora Rodrigues dos Santos, manifestante que foi presa após escrever a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça, em frente ao STF, durante os atos de 8 de janeiro. Nikolas descreve o gesto como uma homenagem aos que considera “presos injustamente”.
2. A adesão de peso de Carlos Bolsonaro
O movimento, que começou focado na figura do parlamentar mineiro, ganhou novo fôlego político na terça-feira (20) com a chegada de Carlos Bolsonaro (PL-RJ). O vereador carioca e filho “02” do ex-presidente se juntou ao grupo na BR-040. Ao encontrá-lo, Nikolas declarou: “É pelo teu pai e pelos presos do 8 de Janeiro”. A presença de Carlos sinaliza o apoio total da família Bolsonaro à iniciativa.
3. Logística e pernoite em “postinhos”
A rotina dos caminhantes tem sido acompanhada em tempo real nas redes sociais. Além de Nikolas e Carlos Bolsonaro, outros nomes da direita como Gustavo Gayer (PL-GO) e André Fernandes (PL-CE) integram a comitiva. Gayer relatou que o grupo tem dormido em locais improvisados, como postos de gasolina à beira da estrada, enfrentando o desgaste físico e dores musculares. A meta é percorrer cerca de 40 quilômetros por dia para chegar a Brasília no domingo, 25 de janeiro.
4. Chamadas de vídeo e apoio institucional
Mesmo na estrada, a articulação política continua. Nikolas tem recebido ligações de apoio de importantes figuras do Partido Liberal, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atual pré-candidato à Presidência da República para o pleito de 2026. A caminhada serve como um termômetro para medir a fidelidade e a capacidade de mobilização da base bolsonarista em um momento de pressão institucional.
5. Regras de engajamento: fotos, mas sem parar o passo
Para manter o cronograma e evitar atrasos, a equipe de Nikolas estabeleceu uma regra informal para os apoiadores que encontram o grupo na estrada: selfies e vídeos são permitidos, mas os simpatizantes devem acompanhar o passo do deputado. O parlamentar tem compartilhado registros de motoristas buzinando em apoio e pedestres que se juntam ao trajeto por alguns quilômetros antes de retornar.
O que esperar nos próximos dias?
A chegada a Brasília está prevista para este domingo (25), onde manifestações de apoio já estão sendo convocadas para ocorrer em frente à Esplanada dos Ministérios e próximo ao local onde Jair Bolsonaro está detido. O ex-presidente, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, permanece no 19º Batalhão da PMDF, a chamada “Papudinha”, e ainda não se manifestou oficialmente sobre o ato dos aliados.




