O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) proferiu, nesta semana, a sentença que condena Alisson Henrique de Cristo Gonçalves e Jhonatan Barros Cardoso pelo assassinato do jornalista Cristiano Luiz Freitas, de 46 anos. O crime, tipificado como extorsão com resultado de morte, chocou a capital paranaense pela brutalidade e pelo requinte de crueldade.
De acordo com a decisão judicial, Alisson recebeu a pena mais severa, fixada em 40 anos de prisão. Já Jhonatan foi condenado a 37 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão. Ambos deverão cumprir as penas inicialmente em regime fechado, embora a defesa ainda possa recorrer da decisão.
Detalhes do crime e investigação
O caso remonta a março de 2025, quando Cristiano Luiz Freitas foi encontrado morto em sua residência, no bairro Santa Cândida, em Curitiba. O corpo do jornalista apresentava sinais de tortura: ele estava com as mãos amarradas e amordaçado com fita adesiva.
As investigações, auxiliadas por câmeras de monitoramento, foram cruciais para identificar a dinâmica do crime. Imagens registraram o momento em que um veículo prata, conduzido por Jhonatan, chegou à casa da vítima. Após o portão ser aberto, o suspeito entrou no imóvel e saiu cerca de dez minutos depois, fugindo com o automóvel.
Histórico criminal
A condenação traz à tona falhas no sistema de progressão de regime. Jhonatan Barros Cardoso possui um extenso histórico criminal e havia sido preso em agosto de 2024. No entanto, ele foi colocado em liberdade no início de 2025, poucas semanas antes de se envolver no crime que vitimou o jornalista.
A Polícia Civil e o Ministério Público sustentaram que a motivação foi patrimonial, configurando a extorsão, uma vez que houve a tentativa de obtenção de valores e bens da vítima sob violência, culminando no óbito. Com a sentença, a Justiça busca dar uma resposta à sociedade e à família de Cristiano, figura conhecida no meio da comunicação paranaense.




