O Judiciário paranaense vive um momento de transformação e pioneirismo. Marcada para a próxima segunda-feira, dia 26 de janeiro de 2026, a eleição para a formação da lista tríplice que definirá a nova desembargadora do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) traz duas inovações significativas: será o primeiro pleito da Corte paranaense composto exclusivamente por mulheres e, de forma inédita, a votação será secreta.
A medida atende a uma diretriz nacional de incentivo à participação feminina e equidade de gênero no Poder Judiciário. A iniciativa partiu da própria Presidência do TRE-PR, sob a gestão do desembargador Sigurd Roberto Bengtsson, que solicitou ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) a abertura de uma vaga destinada especificamente à classe dos juristas (advogadas).
As Candidatas e o Processo
Após a publicação de editais de chamamento e de conhecimento em janeiro de 2026, diversas advogadas paranaenses formalizaram suas candidaturas. Entre os nomes que figuram no processo seletivo estão especialistas com vasta trajetória jurídica, como Ana Carolina de Camargo Clève, Juliana Bertholdi, Luciana Stringhini, Munirah Muhieddine Rizatti, Claudete Carvalho Canezin, Mariane Yuri Shiohara Lübke, entre outras juristas inscritas na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR).
A eleição ocorrerá no Pleno do TJPR. Os desembargadores escolherão, entre as inscritas, três nomes para compor a lista final. A introdução do voto secreto para este tipo de escolha é vista como um mecanismo para garantir maior autonomia e isenção aos votantes.
Decisão Final nas Mãos de Lula
Uma vez definida a lista tríplice na segunda-feira (26), os nomes serão encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para homologação e, posteriormente, submetidos ao Palácio do Planalto. Caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a escolha final da nova membra efetiva da Corte Eleitoral.
A nomeação é estratégica, especialmente considerando a proximidade das Eleições 2026. Atualmente, o TRE-PR já apresenta índices positivos de representatividade: cerca de 60% dos cargos comissionados e metade da corte são ocupados por mulheres, um cenário que a nova indicação pretende consolidar.
Esta eleição não apenas preenche uma vacância técnica, mas simboliza o esforço institucional para romper barreiras históricas que limitavam a ascensão feminina aos cargos de alta liderança na magistratura eleitoral.




