A gestão de resíduos no Paço Municipal, que movimenta cerca de 2,5 toneladas de materiais mensalmente, está passando por uma reestruturação drástica. Para combater a geração excessiva de lixo, o IAM iniciou a retirada das 850 lixeiras individuais que ficavam sob as mesas dos servidores. A estratégia é substituir o descarte facilitado por contentores coletivos estrategicamente posicionados, obrigando o servidor a se deslocar para descartar materiais, o que estimula a reflexão sobre o consumo e a separação correta.
Resultados e Tecnologia
Dados recentes apontam que setores que já adotaram as novas diretrizes conseguiram reduzir a produção de resíduos em até 70%. Para reforçar o ciclo da reciclagem, a Prefeitura também investiu cerca de R$ 81 mil na aquisição de uma solução tecnológica de ponta: uma picotadora de garrafas PET (modelo RePet). O equipamento não apenas processa o plástico, mas gera dados em tempo real para a gestão ambiental, servindo como ferramenta educativa para quem circula pelo prédio.
O Futuro: Lixo Zero e Economia Circular
O programa ‘Servidor Sustentável’ faz parte de um plano maior da gestão municipal, o projeto “Lixo Zero”, que busca eliminar o aterramento de resíduos na cidade. O objetivo é transformar Maringá em uma referência de economia circular, onde o material descartado deixa de ser um passivo ambiental para se tornar insumo industrial.
Para o Instituto Ambiental de Maringá, a mudança de hábito do servidor é o primeiro passo para que o poder público lidere pelo exemplo. “A meta é que a sustentabilidade deixe de ser uma norma institucional para se tornar um comportamento natural dentro e fora da prefeitura”, destaca a diretoria do órgão.
As ações de sensibilização continuam em 2026, com oficinas práticas e o monitoramento rigoroso das metas de redução estabelecidas para cada secretaria.




