A jornalista Maria Prata viveu momentos de pânico na tarde desta quinta-feira (22), ao ser vítima de um assalto à mão armada no bairro da Lapa, Zona Oeste de São Paulo. Ela estava acompanhada de sua filha caçula, Dora, de 5 anos, fruto de seu casamento com o apresentador Pedro Bial.
O crime ocorreu em uma rua residencial de casinhas geminadas, a poucos metros do destino da jornalista. De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 7º Distrito Policial (Lapa), um motociclista disfarçado de entregador de comida abordou Maria Prata e exigiu seus pertences. Imagens de câmeras de segurança, compartilhadas pela própria jornalista em suas redes sociais, registram o momento em que o criminoso aponta uma arma para ela enquanto a criança está ao seu lado.
Em um desabafo emocionante publicado nesta sexta-feira (23), Maria Prata detalhou o diálogo tenso com o assaltante, que demonstrava nervosismo. “Não se mexe, entrega tudo, cadê o iPhone?”, teria dito o bandido. A jornalista manteve a calma para proteger a filha: “Está na bolsa. Eu estou com uma criança, fica calmo, pode levar tudo”. O criminoso chegou a revistar a cintura de Maria para verificar se ela era policial e exigiu a senha do aparelho celular, levando também cartões e a aliança de casamento da vítima.
A jornalista ressaltou que não estava utilizando o celular no momento e que tomava as precauções habituais. “Hoje, o pior do Brasil nos atropelou”, lamentou. Após o assalto, mãe e filha foram acolhidas por amigos e por Pedro Bial, que já as aguardava no local.
Impacto emocional e investigação
Maria relatou que a filha Dora não percebeu a arma no momento da abordagem, mas ficou abalada ao notar a reação dos adultos e passou o dia fazendo perguntas para tentar processar o ocorrido. “São 4h da manhã, não consigo dormir. Minha cabeça é um replay sem fim de áudios e imagens de uma situação que ninguém deveria passar na vida”, escreveu a jornalista na madrugada de hoje.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Civil investiga o caso e realiza diligências para identificar o autor do crime através das imagens capturadas. O policiamento na região da Lapa foi reforçado após o episódio, que reacendeu o debate sobre a segurança pública e a modalidade de crimes cometidos por falsos entregadores na capital paulista.




