O cenário de desenvolvimento de jogos no Brasil ganha um novo fôlego nesta semana. Entre os dias 30 de janeiro e 1º de fevereiro, a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) abre suas portas para a 17ª edição da Global Game Jam (GGJ) Curitiba. O evento ocorre em um momento estratégico para a indústria nacional, consolidando a capital paranaense como um dos maiores polos de inovação no setor.
Um mercado em ritmo acelerado
A realização da maratona coincide com dados expressivos do setor. De acordo com a Pesquisa Game Brasil (PGB), o consumo de jogos digitais no país registrou um crescimento de 8,9% entre 2024 e 2025, atingindo a marca histórica de 82,8% da população conectada ao entretenimento digital.
Esse avanço reflete não apenas o aumento do número de jogadores, mas também o amadurecimento das empresas desenvolvedoras brasileiras, que têm buscado cada vez mais espaço no mercado internacional.
O desafio: 48 horas de pura inovação
A Global Game Jam não é uma competição convencional, mas sim um exercício de colaboração e criatividade extrema. Os participantes — conhecidos como “jammers” — têm o desafio de criar um jogo do zero em apenas 48 horas, baseando-se em um tema secreto revelado simultaneamente em todo o mundo.
- Público-alvo: Estudantes, designers, programadores, músicos e entusiastas.
- Foco: Experimentação e networking, permitindo que novos talentos entrem no radar de grandes estúdios.
- Destaque Local: Curitiba tradicionalmente figura entre as sedes com o maior número de participantes e jogos produzidos no mundo dentro do ecossistema da GGJ.
Novidades e tendências para 2026
Diferente de edições anteriores, a edição de 2026 traz uma integração mais profunda com Inteligência Artificial Generativa e ferramentas de Realidade Aumentada (AR), refletindo as exigências atuais do mercado de trabalho. Com o apoio da PUCPR, os participantes terão acesso a laboratórios de ponta e mentoria de profissionais que já atuam no mercado global.
“A Global Game Jam é mais do que criar um código; é sobre testar limites e transformar ideias em protótipos viáveis em um curto espaço de tempo. É o berço de muitos estúdios independentes que hoje exportam tecnologia brasileira,” afirma a organização local.
A expectativa é que a sede de Curitiba reúna centenas de desenvolvedores, reforçando o papel da academia na ponte entre a



