O ecossistema de tecnologia de Santa Catarina ganha um novo capítulo de peso protagonizado por rostos já conhecidos do mercado. Após a venda histórica da Decora para a gigante americana CreativeDrive (posteriormente adquirida pela Accenture) por US$ 100 milhões em 2018, os empreendedores Gustavo Tremel, Paulo Orione e Daniel Smolenaars estão agora acelerando a VAAS, uma startup focada em gestão inteligente de risco e compliance que promete revolucionar a segurança transacional.
Recentemente, a empresa consolidou sua trajetória de crescimento com uma rodada de investimento Seed de R$ 20 milhões, liderada pela gestora Headline (do investidor Romero Rodrigues) e com participação dos fundos ABSeed e Honey Island Capital. O aporte ocorre em um momento em que a VAAS apresenta números expressivos: a startup registrou um crescimento de 900% no faturamento entre 2024 e 2025, saltando de R$ 500 mil para cerca de R$ 4,5 milhões.
Inteligência artificial e foco no mercado B2B
Diferente da Decora, que atuava com modelagem 3D para varejo, a VAAS mergulha no setor de cibersegurança e compliance. A plataforma utiliza Agentes de Inteligência Artificial para interpretar normas regulatórias e identificar padrões de fraude em tempo real, reduzindo o tempo de revisão de transações — que em processos manuais pode levar 15 minutos — para apenas 30 segundos.
Segundo Gustavo Tremel, CEO da VAAS, a meta é transformar o compliance, antes visto apenas como custo, em um diferencial competitivo. “O foco é alavancar a IA para sugerir decisões antes mesmo que o analista perceba o risco”, destaca o executivo. A solução já atraiu mais de 30 clientes de peso, incluindo nomes como MadeiraMadeira, Elytron e Concredito, expandindo sua atuação do setor financeiro para áreas de energia, seguros e tecnologia.
Expansão e nova sede
A escalada da startup também se reflete na estrutura física e de pessoal. A equipe triplicou de tamanho recentemente, passando de 20 para 60 colaboradores, e a empresa investiu em uma nova sede em Florianópolis para suportar a operação.
Para 2026, as projeções são ainda mais ambiciosas. Com contratos que já asseguram parte da receita futura, a VAAS projeta alcançar um faturamento de R$ 24 milhões. O plano inclui não apenas a consolidação no mercado brasileiro, que serve como um “laboratório regulatório”, mas também a expansão para mercados na América Latina e Europa, aproveitando o know-how de internacionalização que o trio de fundadores acumulou em sua jornada anterior.




