POLÍCIA FEDERAL AVANÇA em investigação sobre compra de votos em Laranjeiras do Sul e novas provas podem comprometer lideranças locais

O cenário político de Laranjeiras do Sul segue sob forte tensão após o desdobramento de investigações da Polícia Federal (PF) que apuram um suposto esquema de corrupção eleitoral nas Eleições 2024. O caso, que ganhou repercussão nacional após prisões em flagrante no período do pleito, agora entra em uma fase crítica com a análise de novos materiais apreendidos pela corporação.

​O início do caso: Flagrante e apreensões

​A investigação ganhou corpo às vésperas da votação, em outubro de 2024, quando a Polícia Federal prendeu um homem em flagrante no município. Na ocasião, o suspeito foi abordado com uma expressiva quantia de dinheiro em espécie, materiais de campanha de candidatos locais e, o que mais chamou a atenção dos investigadores: listas detalhadas contendo nomes de eleitores e valores que seriam supostamente destinados ao pagamento por votos.

​A ação foi resultado de um trabalho conjunto entre a Polícia Militar e a PF, que já monitoravam movimentações atípicas na região. Desde então, o inquérito busca identificar se o esquema era isolado ou se fazia parte de uma estrutura maior de financiamento ilícito de campanha.

​Novas provas e o avanço das investigações

​Fontes ligadas à investigação indicam que a perícia em dispositivos eletrônicos e os depoimentos colhidos nos últimos meses trouxeram “elementos robustos” que conectam o dinheiro apreendido a coordenadores de grupos políticos influentes na cidade.

​Embora o atual prefeito, Berto Silva, e seu grupo político tenham sido vitoriosos na sucessão municipal com a eleição de Jaison Mendes (União), a oposição, liderada por nomes como Scarpari (PSD), tem acompanhado de perto os desdobramentos jurídicos. A Justiça Eleitoral agora avalia se houve abuso de poder econômico capaz de desequilibrar a disputa, o que poderia, em última instância, levar à cassação de mandatos ou à inelegibilidade dos envolvidos.

​O que dizem os envolvidos

​Até o momento, as defesas dos citados nos autos mantêm a postura de cautela, afirmando que as acusações são infundadas e que os recursos de campanha foram movimentados dentro da legalidade. O Ministério Público Eleitoral (MPE) também atua no caso e deve apresentar novos pareceres assim que o relatório final da Polícia Federal for concluído.

​Contexto regional

​Laranjeiras do Sul não é um caso isolado. A Polícia Federal confirmou que monitora indícios de compra de votos em mais de 700 municípios brasileiros referente ao último pleito. No Paraná, o foco em cidades do interior tem sido redobrado para evitar que práticas de “coronelismo moderno” ou o uso da máquina pública interfiram na soberania do voto popular.

​A expectativa é que, nas próximas semanas, novos mandados de busca ou intimações sejam realizados para esclarecer a origem do montante em dinheiro que desencadeou toda a operação.

Serviço:

Denúncias de crimes eleitorais podem ser feitas anonimamente através do aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, ou diretamente nas unidades da Polícia Federal.

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