ITARARÉ, SP – Uma cena perturbadora mobilizou moradores e autoridades de Itararé, no interior de São Paulo, nesta semana. Diversos caixões e itens funerários, provenientes de processos de exumação, foram encontrados descartados de forma irregular em uma área aberta próxima à estação de tratamento de água da Sabesp.
A situação, registrada em vídeo por pessoas que passavam pelo local, gerou revolta e preocupação imediata com a saúde pública e o meio ambiente. Nas imagens, é possível observar urnas deterioradas, restos de vestimentas utilizadas em sepultamentos e até podas de árvores acumuladas no mesmo terreno.
Investigação e providências
Em resposta ao ocorrido, a Prefeitura de Itararé emitiu uma nota oficial na terça-feira (27 de janeiro de 2026) afirmando que não compactua com o descarte inadequado e determinou a abertura imediata de uma sindicância administrativa. O objetivo é identificar os responsáveis pelo serviço de transporte e destinação final desses materiais.
”O procedimento de descarte deve seguir normas sanitárias, ambientais e contratuais rigorosas. Caso a investigação confirme irregularidades, serão adotadas todas as providências legais e administrativas cabíveis contra os envolvidos”, declarou a gestão municipal.
O papel das terceirizadas
De acordo com a administração municipal, o descarte de resíduos de exumação costuma ser realizado por empresas terceirizadas. A investigação agora foca em entender se houve falha na fiscalização ou se a empresa contratada ignorou os protocolos de segurança biológica ao depositar o material em local impróprio, especialmente por estar em um perímetro vizinho a uma unidade da Sabesp.
Até o momento, a Sabesp não se manifestou oficialmente sobre o impacto da proximidade do lixo hospitalar/funerário com a sua estação de tratamento.
Principais pontos do caso:
- Localização: Área irregular vizinha à estação de tratamento de água.
- Material: Caixões usados, roupas e resíduos orgânicos.
- Ação: Prefeitura abriu sindicância para apurar a conduta de empresas terceirizadas.
- Risco: Possível contaminação do solo e desrespeito às normas sanitárias vigentes.




