Kassab banca candidatura própria e ironiza Flávio Bolsonaro para 2026

​O cenário político para a sucessão presidencial de 2026 ganhou contornos definitivos nesta semana. Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, reafirmou que seu partido terá um nome na disputa pelo Palácio do Planalto, independentemente dos movimentos da família Bolsonaro. Ao comentar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), Kassab foi pragmático e direto: “Boa sorte, Flávio”.

​A declaração não é apenas um gesto de cortesia irônica, mas um marco de independência do PSD, que hoje se consolida como a maior força de centro no Brasil. Kassab deixou claro que, embora mantenha uma relação de apoio ao governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, o PSD não se sente obrigado a caminhar com o PL em uma chapa encabeçada pelo filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro.

​O “Super PSD” e a Trinca de Governadores

​Para sustentar a promessa de candidatura própria, Kassab acaba de realizar um movimento de mestre no xadrez político: a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que deixou o União Brasil nesta terça-feira (27). Agora, o PSD ostenta três dos nomes mais fortes da direita e centro-direita para 2026:

  • Ronaldo Caiado (GO): Recém-chegado, traz o peso do agronegócio e uma gestão aprovada.
  • Ratinho Júnior (PR): Governador do Paraná, visto como o nome de maior viabilidade eleitoral por Kassab até o momento.
  • Eduardo Leite (RS): Representa a ala moderada e técnica do partido.

O Fim da Hegemonia Bolsonarista na Direita?

​A postura de Kassab indica que o “centrão gourmet” do PSD acredita que há espaço para uma alternativa que não dependa exclusivamente da bênção de Jair Bolsonaro. Ao desejar “boa sorte” a Flávio, o cacique político sinaliza que o PSD não será “puxadinho” de ninguém e que a direita terá, inevitavelmente, mais de um palanque em 2026.

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