Kassab consolida “trinca de governadores” com Caiado e calibra tom do PSD para 2026, mas afirma que não vai atcar Lula

O cenário político para a sucessão presidencial de 2026 ganhou contornos definitivos nesta semana. Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, consolidou a estratégia de “terceira via de centro-direita” ao oficializar a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Com o movimento, o partido agora detém uma vitrine composta por três governadores de peso — Caiado, Eduardo Leite (RS) e Ratinho Jr. (PR) — para desafiar a polarização entre o presidente Lula (PT) e o nome que representará o bolsonarismo.

A estratégia do equilíbrio

Mesmo abrigando pré-candidatos de oposição, Kassab mantém o PSD em uma posição singular: o partido ocupa três ministérios na Esplanada (Agricultura, Minas e Energia, e Pesca) e o dirigente reafirmou que não haverá pressa para o desembarque. A ordem é evitar ataques diretos a Lula, priorizando um perfil moderado que fuja de “radicais de esquerda e de direita”.

  • Meta Eleitoral: Kassab projeta que uma candidatura unificada da legenda pode capturar cerca de 20% dos votos no primeiro turno.
  • Decisão Interna: Em entrevistas recentes após a filiação de Caiado, o trio de governadores indicou que a escolha do candidato oficial deverá ocorrer por consenso e diálogo até abril, descartando a necessidade de prévias formais.

O “fator Tarcísio” e a pressão bolsonarista

A viabilidade dos planos de Kassab para o Planalto depende diretamente do futuro de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Embora Kassab admita que uma candidatura do governador paulista ao Planalto mudaria o jogo, Tarcísio reforçou publicamente, em postagens nesta última semana de janeiro de 2026, seu compromisso com a reeleição em São Paulo.

“Sou pré-candidato à reeleição do governo do estado de São Paulo… Qualquer informação diferente desta não passa de especulação”, declarou Tarcísio em suas redes sociais.

Kassab, que atua como secretário de Governo em São Paulo, já sinalizou que, caso Tarcísio de fato opte por permanecer no estado, ele considera “um privilégio” compor a chapa como vice-governador.

Desafios no horizonte

Apesar da unidade pregada, o tom das críticas varia internamente. Enquanto Kassab mantém a moderação, Ronaldo Caiado já estreou na sigla com críticas contundentes à gestão federal sobre segurança pública e economia, testando os limites da linha diplomática do PSD com o Palácio do Planalto. Além disso, a recente confirmação de Flávio Bolsonaro (PL) como o herdeiro político de Jair Bolsonaro na disputa presidencial deve aumentar a pressão sobre os governadores do PSD para que definam de que lado estarão em um eventual segundo turno.

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