O que deveria ser a realização de um planejamento familiar de meses transformou-se em um “gosto amargo” para o cearense Rafael Braga. Morador de Itapipoca, no interior do Ceará, o consumidor comprou um iPhone no valor de R$ 4,1 mil através do site da Amazon, mas, ao abrir a encomenda lacrada, deparou-se com uma caixa de biscoitos de chocolate da marca Bis.
O caso, que ganhou as redes sociais nesta semana, expõe a vulnerabilidade de consumidores em plataformas de e-commerce, mesmo em compras realizadas diretamente com a gigante varejista. Rafael relatou que a compra havia sido planejada desde dezembro para sua esposa e parcelada em 12 vezes no cartão de crédito.
O impasse com a plataforma
De acordo com os relatos de Rafael à imprensa local, a frustração inicial foi agravada pelo atendimento da empresa. Durante seis dias, a Amazon teria negado o reembolso ou a reposição do produto, sob a alegação de que o aparelho havia saído corretamente do centro de distribuição.
”A primeira coisa que eu estranhei é que o produto estava leve. Mas como hoje em dia não vem mais carregador, achei que poderia ser por isso. Quando abri, foi o susto: era uma caixa de Bis azul”, afirmou a vítima.
Desfecho e atualizações
Após a repercussão do caso e a pressão de órgãos de defesa do consumidor, a situação teve um desfecho positivo para o cliente nesta quinta-feira (29). A Amazon Brasil confirmou que está investigando o ocorrido e efetuou o estorno total do valor pago. Em nota, a empresa reiterou que “está investigando o ocorrido e retomará o contato diretamente com o consumidor para resolver o problema”.
Alerta: iPhones são os principais alvos de fraudes em 2025
O incidente com Rafael Braga não é isolado. Dados recentes de mercado e levantamentos de plataformas de segurança digital apontam que os aparelhos da Apple continuam sendo os principais “iscas” para fraudes no Brasil.
- Estatísticas alarmantes: Segundo um levantamento da OLX, iPhones representaram cerca de 76% dos golpes em vendas online de celulares no primeiro semestre de 2025.
- Novas táticas: Além da troca de produtos por itens de baixo valor (como biscoitos, goiabada ou azulejos), criminosos têm utilizado deepfakes e invasões de contas para enganar compradores.
- Geografia do golpe: São Paulo lidera o ranking de prejuízos financeiros por fraudes digitais, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Dicas para o consumidor:
Especialistas recomendam que, ao receber produtos de alto valor, o consumidor filme o processo de abertura da caixa (o chamado “unboxing”) e verifique o peso da embalagem antes de fornecer o código de entrega ao transportador. Em caso de irregularidade, o registro de um Boletim de Ocorrência por estelionato é essencial para garantir os direitos judiciais.




