Casal dono de brechó de luxo é preso em São José dos Campos após calote de R$ 5 milhões

Um casal investigado por aplicar golpes milionários através de um brechó de artigos de luxo foi preso nesta quinta-feira (29), no bairro Urbanova, em São José dos Campos, interior de São Paulo. Francine Prado e seu marido, sócios da empresa Desapego Legal, são acusados de reter valores de vendas e não devolver mercadorias de grife consignadas por centenas de clientes.

​O esquema e o impacto nas vítimas

​As investigações apontam que o prejuízo estimado gira em torno de R$ 5 milhões. O modelo de negócio consistia na venda de bolsas, sapatos e acessórios de marcas como Chanel, Louis Vuitton e Prada. No entanto, clientes de todo o Brasil relataram que, após a venda dos itens, os repasses financeiros cessaram.

  • Vítimas: Mais de 220 pessoas se organizaram em grupos de mensagens para buscar justiça.
  • Processos: A empresa já acumulava quase 100 ações judiciais e dezenas de boletins de ocorrência por estelionato e apropriação indébita.
  • Relatos: Uma empresária chegou a declarar um prejuízo de R$ 285 mil em itens enviados ao brechó. Outro colaborador, que atuava como intermediário na Bahia, acumulou dívidas de R$ 250 mil para tentar ressarcir clientes lesados pelo casal.

​Desdobramentos recentes

​A prisão ocorre exatamente um ano após o caso ganhar repercussão nacional. Em janeiro de 2025, Francine Prado chegou a realizar transmissões ao vivo nas redes sociais admitindo “dificuldades administrativas”, mas negando a intenção de cometer fraudes.

​Nesta quinta-feira, a defesa dos suspeitos afirmou ter sido pega de surpresa pela ordem de prisão. Os advogados sustentam que o brechó entrou em recuperação judicial com o objetivo de quitar os débitos com os credores de forma organizada. Contudo, as autoridades prosseguiram com a detenção devido aos indícios de continuidade das práticas ilícitas e ao volume de denúncias.

​O que acontece agora?

​O casal foi encaminhado para a delegacia e permanece à disposição da Justiça. O material apreendido durante a operação, que inclui documentos e eletrônicos, será analisado pela Polícia Civil para rastrear o destino do dinheiro das vítimas.

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