Requião Filho consolida pré-candidatura ao governo e critica “paralisia” na gestão pública do Paraná

O cenário político paranaense para 2026 começa a ganhar contornos definitivos com a movimentação estratégica do deputado estadual Requião Filho (PDT). O parlamentar, que recentemente trocou o PT pelo PDT em busca de maior autonomia, tem intensificado o discurso de que o Paraná vive uma “paralisia” administrativa, mascarada por grandes investimentos em propaganda.

​Como principal voz da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), Requião Filho argumenta que a atual gestão, sob o comando do governador Ratinho Júnior, prioriza a privatização de ativos estratégicos — como a Copel — em detrimento de investimentos diretos no bem-estar da população e na valorização do servidor público.

​Alianças e estratégia eleitoral

​Em janeiro de 2026, a articulação política de Requião Filho atingiu um novo patamar. Mesmo após críticas ácidas à condução nacional do Partido dos Trabalhadores, a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) sinalizou apoio à sua pré-candidatura ao Palácio Iguaçu. O objetivo é formar uma frente ampla de esquerda e centro-esquerda para enfrentar nomes como o do senador Sergio Moro (União), que também figura como forte postulante ao cargo.

​”O Paraná não pode ser um estado de propaganda. Precisamos de um projeto que discuta o Paraná real para os próximos 30 anos, devolvendo a soberania sobre nossas empresas e garantindo que o desenvolvimento chegue ao pequeno produtor e ao trabalhador”, afirmou o deputado em recentes plenárias.

​Os principais pilares do debate

​Para combater o que chama de “estagnação social”, Requião Filho tem focado sua atuação em três eixos principais:

  1. Revisão das Privatizações: O deputado é um crítico ferrenho da venda da Copel e defende que o controle estatal é fundamental para manter tarifas de energia justas e fomentar a industrialização local.
  2. Modelo de Pedágio: Requião Filho questiona o novo modelo de concessões rodoviárias, alegando que os preços continuam abusivos e que o governo federal e estadual falharam em proteger o bolso do paranaense.
  3. Transparência e Fiscalização: Recentemente, o parlamentar denunciou suspeitas de manipulação de dados no sistema educacional do estado (IDEB), exigindo auditorias para verificar se os índices de excelência divulgados pela gestão Ratinho Jr. condizem com a realidade das salas de aula.

​Pesquisas e projeções

​Dados de levantamentos realizados entre o final de 2025 e o início de 2026 mostram Requião Filho em uma disputa acirrada pela segunda posição, aparecendo com cerca de 25% das intenções de voto em cenários simulados. A estratégia de “independência” — criticando tanto erros da direita estadual quanto falhas da esquerda nacional — parece estar atraindo um eleitorado insatisfeito com a polarização tradicional.

​Com a janela partidária e as convenções se aproximando, o nome de Requião Filho se estabelece como a principal barreira ao projeto de continuidade do atual grupo político no poder, prometendo uma campanha centrada na “retomada do Paraná para os paranaenses”.

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