A iminente assinatura do contrato de concessão do Lote 4 das rodovias paranaenses, prevista para o início de fevereiro de 2026, acendeu um sinal de alerta e indignação na população de Rolândia e cidades vizinhas. O ponto central da polêmica é a instalação do sistema Free Flow (fluxo livre) na BR-369, que promete eliminar as cancelas físicas, mas traz a cobrança eletrônica para quem circula entre distritos e o centro urbano.
O “nó” no bolso do trabalhador
Diferente do que muitos esperavam — uma cobrança proporcional apenas aos quilômetros rodados —, as últimas informações indicam que a concessionária vencedora, a EPR, poderá aplicar a tarifa cheia nos pórticos eletrônicos localizados em pontos estratégicos.
Para o morador da zona rural ou de bairros periféricos que precisam cruzar a rodovia várias vezes ao dia para ir ao trabalho, farmácia ou escola, o custo pode se tornar insustentável.
Deputados sob pressão e cobranças à ANTT
O silêncio de parte da base parlamentar tem sido alvo de críticas pesadas nas redes sociais. No entanto, nesta última semana de janeiro, o deputado estadual Evandro Araújo (PSD) protocolou um requerimento junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) exigindo esclarecimentos.
- A crítica: Parlamentares questionam por que o sistema está sendo antecipado sem a garantia de “tarifas proporcionais” para quem usa trechos curtos.
- O argumento: Sem um termo aditivo claro, o usuário local acaba pagando o mesmo valor que um caminhoneiro que atravessa o estado inteiro.
O que diz a concessionária e o Governo
A concessionária EPR e o Governo do Estado defendem que o sistema Free Flow trará:
- Fluidez: Fim das filas e maior agilidade no transporte de cargas.
- Descontos: Reduções progressivas para usuários frequentes (DUF) e 5% de desconto para quem utiliza TAG.
- Tecnologia: Identificação automática pela placa ou sensores, com prazo de até 30 dias para pagamento via PIX ou aplicativo.
Nota do Redator: Os valores acima são estimativas de leilão e sofrerão reajuste inflacionário antes do início da operação assistida, prevista para março/abril de 2026.
A comunidade local promete organizar novos atos e reuniões com a prefeitura de Rolândia para tentar barrar a cobrança “dentro de casa” antes que os pórticos comecem a registrar as placas de forma definitiva.




