Advogada é presa em Marmeleiro por descumprir medidas judiciais e coagir testemunha em processo

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu, na manhã desta quinta-feira (29 de janeiro de 2026), um mandado de prisão preventiva contra uma advogada de 45 anos na região central de Marmeleiro. A ação ocorre após o Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciar a profissional pelo crime de coação no curso do processo, agravado pelo descumprimento sistemático de medidas cautelares impostas pela Justiça.

​O descumprimento e a reiteração criminosa

​De acordo com as investigações conduzidas pela 19ª Subdivisão Policial (SDP) e as informações divulgadas pelo MPPR, a advogada já estava sob restrições judiciais. Entre as medidas impostas, ela estava proibida de exercer a advocacia devido à suspensão de sua inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

​Contudo, o Judiciário constatou que a acusada ignorou as ordens judiciais e continuou a atuar profissionalmente de forma irregular. Além disso, surgiram novas evidências de que ela estaria coagindo testemunhas para beneficiar sua situação em processos em andamento, o que motivou o pedido de prisão preventiva para garantir a ordem pública e a instrução criminal.

​Procedimentos legais

​Após ser localizada, a advogada foi levada à delegacia para os procedimentos de praxe e, em seguida, encaminhada ao Departamento de Polícia Penal (DEPPEN). Como possui prerrogativa de classe, a OAB costuma acompanhar o cumprimento de tais mandados, mas, no caso em questão, a própria suspensão da inscrição profissional agrava a situação administrativa da ré perante o Tribunal de Ética e Disciplina da entidade.

​Entenda o crime de coação no curso do processo

​Previsto no artigo 344 do Código Penal, o crime de coação no curso do processo consiste em usar de violência ou grave ameaça contra qualquer pessoa que intervenha em processo judicial (testemunha, perito, juiz, promotor) com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio. A pena pode chegar a quatro anos de reclusão, além de multa e penalidades correspondentes à violência.

​A defesa da advogada não havia se manifestado publicamente até o fechamento desta edição. O espaço segue aberto para o posicionamento de seus representantes legais.

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