Tempestade causa queda de árvore e morte de 350 periquitos no interior do Maranhão; especialistas explicam tragédia

A queda de um eucalipto de aproximadamente 32 metros de altura durante uma forte tempestade em Lajeado Novo, no interior do Maranhão, resultou na morte de mais de 350 periquitos na madrugada da última quarta-feira (28). O incidente, que mobilizou moradores e órgãos ambientais como o Ibama e o ICMBio, levantou questionamentos sobre o motivo de as aves não terem voado para escapar do impacto.

​Por que as aves não fugiram?

​De acordo com médicos-veterinários e especialistas em fauna silvestre que acompanham o caso, uma combinação de fatores biológicos e climáticos impediu a fuga do bando:

  • Hábito Noturno e Diurno: Os periquitos são aves diurnas. Durante a noite, eles entram em um estado de repouso profundo e evitam voar para não se tornarem presas fáceis para predadores. Ao permanecerem imóveis e agrupados no dormitório, o tempo de reação diante da queda repentina da árvore foi nulo para a maioria.
  • Penas Encharcadas: Diferente de aves aquáticas, os periquitos não possuem penas totalmente impermeáveis. A chuva intensa que precedeu a queda encharcou as asas, tornando-as pesadas e retirando a eficiência de sustentação necessária para um voo de emergência.
  • Condições Climáticas Extremas: Ventos fortes e turbulência dificultam a decolagem de aves de pequeno porte, que também ficam suscetíveis à hipotermia e desorientação em meio a temporais.

​Resgate e situação atual

​Após o desabamento da árvore no povoado Passagem Boa, moradores locais iniciaram os primeiros socorros. Segundo o balanço mais recente das autoridades:

  1. Vítimas: Cerca de 350 aves morreram no local devido ao trauma do impacto.
  2. Sobreviventes: Aproximadamente 30 aves foram resgatadas com vida. Destas, três morreram durante o transporte para a capital.
  3. Tratamento: Os sobreviventes foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, em São Luís, onde recebem cuidados para fraturas nas asas e traumas.

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