O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou nesta semana uma mudança de tom — ainda que acompanhada de fortes ameaças — ao afirmar que vê “grandes chances” de firmar novos acordos com Cuba e Irã. As declarações ocorrem em um momento de asfixia econômica para ambos os países, intensificada por recentes ordens executivas da Casa Branca e operações militares na região.
Pressão máxima sobre Havana
Em relação a Cuba, a postura de Trump endureceu drasticamente após a operação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro na Venezuela, no início de janeiro. Com a queda do regime venezuelano, o fluxo de petróleo subsidiado que sustentava a ilha caribenha foi interrompido.
Na última sexta-feira (30), Trump declarou emergência nacional contra Cuba e estabeleceu sanções severas que visam taxar qualquer país que forneça combustível à “ditadura comunista”. Segundo o presidente, Cuba “não terá mais petróleo nem dinheiro” e deve buscar um entendimento com Washington “antes que seja tarde demais”. Apesar da retórica agressiva, Trump confirmou que funcionários do alto escalão dos dois países mantêm canais de conversa abertos para evitar o colapso total da ilha.
O ultimato nuclear ao Irã
No Oriente Médio, o cenário é de “diplomacia de corda bamba”. Trump afirmou que o Irã “quer chegar a um acordo” para evitar um ataque militar direto dos EUA. A tensão escalou após uma série de protestos internos no Irã e a movimentação de uma frota naval norte-americana em direção à região.
O presidente destacou que Teerã interrompeu recentemente a execução de manifestantes como um gesto de boa vontade, o que ele interpretou como um sinal de que o regime está pronto para negociar. “Esperamos chegar a um acordo. Se não conseguirmos, o próximo ataque será muito pior”, alertou Trump, referindo-se à exigência de um pacto que impeça definitivamente o enriquecimento de urânio para fins bélicos.
Cenário Global
A estratégia de Trump, apelidada por analistas de “paz através da força”, utiliza tarifas e ameaças militares como alavancas de negociação. Enquanto o Irã busca a mediação da Turquia e da Rússia para evitar o conflito, Cuba enfrenta sua pior crise energética em décadas, pressionada pelo novo “mecanismo de tolerância zero” dos EUA contra seus fornecedores de petróleo.
Os próximos dias serão decisivos para determinar se as janelas de diálogo mencionadas por Trump se transformarão em tratados formais ou se o isolamento de Havana e Teerã levará a uma nova escalada de confrontos.
Principais envolvidos:
- Donald Trump: Presidente dos EUA (proponente dos acordos e sanções).
- Marco Rubio: Secretário de Estado dos EUA (figura central na política para a América Latina).
- Regime Cubano: Enfrenta emergência nacional e corte de suprimentos.
- Governo do Irã: Pressionado a retomar negociações nucleares sob ameaça de ataque.




