Caso Orelha: Porteiro nega ter presenciado agressões em novo depoimento à Polícia Civil

As investigações sobre o espancamento do cão Orelha, ocorrido em um condomínio na Zona Norte do Rio de Janeiro, ganharam novos contornos nesta semana. O porteiro do edifício, uma das principais testemunhas do caso, prestou depoimento oficial e afirmou que, embora estivesse no posto de trabalho, não visualizou o momento exato da violência cometida pelo tutor, o nutricionista João Alexandre.

​Os pontos centrais do depoimento

​Em sua fala aos investigadores da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), o funcionário destacou que o ângulo de visão e a dinâmica do ocorrido impediram a percepção imediata do crime.

  • A alegação: “Se eu tivesse visto batendo no cachorro, eu diria”, afirmou o porteiro, reforçando que não houve omissão deliberada.
  • O flagrante: As imagens de segurança, no entanto, mostram o tutor desferindo chutes e pancadas contra o animal, que não oferecia resistência.
  • A defesa do tutor: João Alexandre, o agressor filmado, alega que estava em um momento de “surto” e que o cão teria tido um comportamento agressivo anteriormente, justificativa que foi amplamente rechaçada por veterinários e peritos que analisaram as imagens.

​Estado de saúde e o destino de Orelha

​Enquanto o processo criminal avança, a boa notícia reside na recuperação da vítima.

  1. Recuperação: Orelha recebeu atendimento veterinário especializado para tratar as lesões decorrentes dos traumas físicos.
  2. Guarda: A justiça determinou a retirada definitiva da guarda do agressor. O animal agora segue sob os cuidados de protetores e deve ser encaminhado para um novo lar após a conclusão dos protocolos de reabilitação física e psicológica.
  3. Consequências Legais: O nutricionista responde em liberdade, mas o Ministério Público acompanha o caso de perto sob a égide da Lei Sansão (Lei 14.064/20), que endureceu a pena para maus-tratos contra cães e gatos, prevendo reclusão de 2 a 5 anos.

Deixe um comentário