O mercado de revenda de luxo no Brasil, conhecido como second hand, enfrenta um de seus episódios mais dramáticos. O brechó online Cansei Vendi, fundado pela empresária Leilah Moreno, tornou-se o centro de um escândalo financeiro e jurídico que já soma dívidas estimadas em R$ 20 milhões. Segundo a Polícia Civil, o modelo de negócio teria se transformado em um esquema para lesar consumidores e fornecedores.
O esquema sob a ótica da investigação
De acordo com o delegado responsável pelo caso, as investigações apontam que a plataforma continuava recebendo produtos consignados de alto valor — como bolsas das marcas Hermès, Chanel e Louis Vuitton — mesmo ciente de que não possuía saúde financeira para repassar os pagamentos.
”Era patente a intenção em enganar pessoas. O negócio deixou de ser uma operação comercial legítima para se tornar um mecanismo de retenção indevida de valores”, afirmou a autoridade policial.
Números do prejuízo
O crescimento do rombo impressiona pela velocidade e pelo perfil das vítimas, que incluem desde colecionadores até pequenos investidores do mercado de luxo.
- Dívida Estimada: Aproximadamente R$ 20 milhões.
- Número de Vítimas: Centenas de clientes que não receberam pelas vendas ou não tiveram seus produtos devolvidos.
- Principais Itens: Acessórios de luxo com valores unitários que ultrapassam os R$ 50 mil.
Novidades e desdobramentos atuais
As atualizações mais recentes sobre o caso indicam que a defesa da empresa tenta evitar a falência imediata, alegando dificuldades operacionais pós-pandemia. No entanto, o Tribunal de Justiça tem recebido uma enxurrada de pedidos de arresto de bens para garantir que os credores tenham alguma chance de reaver parte do dinheiro.
Nas redes sociais, o perfil oficial do brechó foi desativado ou restringido após uma onda de comentários negativos. Clientes relatam que o suporte via WhatsApp foi interrompido, deixando muitos no escuro sobre o paradeiro de suas peças consignadas.
O impacto no mercado de luxo
Este caso acende um alerta vermelho sobre a confiabilidade de plataformas de revenda. Especialistas do setor agora recomendam:
- Verificação de CNPJ: Checar a saúde financeira em órgãos de proteção ao crédito.
- Contratos Rigorosos: Exigir cláusulas de seguro e prazos estritos para repasse.
- Histórico Recente: Consultar plataformas de reclamação antes de entregar produtos de alto valor.




