A Justiça de São Paulo proferiu uma decisão marcante sobre os limites da retórica eleitoral ao condenar o empresário e ex-candidato à prefeitura, Pablo Marçal, ao pagamento de R$ 100 mil em danos morais ao ministro Guilherme Boulos. A sentença é um desdobramento direto dos ataques pessoais realizados durante a campanha municipal de 2024.
O Contexto da Condenação
A decisão foca na disseminação de informações falsas que buscavam associar Boulos ao uso de drogas ilícitas. Durante o pleito, Marçal utilizou uma estratégia agressiva que incluiu:
- Gestos insinuantes: Simulações de uso de cocaína durante debates televisivos.
- Apelidos pejorativos: Uso sistemático de termos como “aspirador de pó”.
- Laudo Falso: O ponto crítico da disputa ocorreu na antevéspera do primeiro turno, quando Marçal publicou em suas redes sociais um receituário médico falso que indicava um suposto surto psicótico de Boulos por uso de drogas.
O Entendimento Judicial
Para o magistrado responsável pelo caso, a conduta de Marçal extrapolou a liberdade de expressão e o debate político, configurando um ataque deliberado à honra do adversário com base em elementos comprovadamente inexistentes.
Embora o empresário possa recorrer da decisão, o Judiciário sinaliza um rigor crescente contra o uso de fake news como ferramenta de campanha. Vale lembrar que Marçal também enfrenta investigações na esfera eleitoral que podem resultar em sua inelegibilidade futura devido ao episódio do laudo falso.
Atualizações e Repercussões
Recentemente, a defesa de Boulos tem buscado acelerar a execução de multas aplicadas durante o período eleitoral, enquanto o Ministério Público continua apurando a falsificação de documentos. Marçal, por sua vez, mantém sua presença digital focada em mentoria e novos projetos políticos, embora o cerco judicial sobre as táticas de 2024 esteja se fechando.
Até o fechamento desta edição, as assessorias de ambos os políticos não emitiram novas notas oficiais sobre esta condenação específica de R$ 100 mil.




