O historiador e jornalista Eduardo Bueno, conhecido popularmente como Peninha, está no centro de uma nova e intensa controvérsia. Em declarações recentes que circulam nas redes sociais e em portais de notícias, o escritor afirmou que o segmento evangélico não deveria participar do processo eleitoral, sugerindo que o grupo deveria se restringir ao ambiente religioso.
”Evangélico tem que ficar no culto, pastando, e não votar”, teria dito o historiador, em uma frase que rapidamente viralizou, gerando forte repúdio de lideranças religiosas, parlamentares e da sociedade civil.
Contexto de sucessivas polêmicas
A declaração ocorre em um momento de fragilidade na imagem pública de Peninha. Em setembro de 2025, o historiador já havia enfrentado um “cancelamento” em massa e perdas contratuais significativas após ironizar o assassinato do influenciador conservador norte-americano Charlie Kirk. Na ocasião, Bueno chegou a dizer que a morte de Kirk seria “boa para as filhas” do ativista, o que resultou em:
- Cancelamento de eventos: A PUCRS suspendeu palestras agendadas com o autor.
- Afastamento institucional: O Senado Federal o removeu de seu conselho editorial.
- Fim de parcerias: O podcast “Nós na História”, que dividia com Luciano Potter, foi encerrado após a repercussão negativa.
Reações e desdobramentos
A nova fala sobre os evangélicos é vista por analistas políticos como um ataque direto à liberdade de expressão religiosa e aos direitos políticos garantidos pela Constituição Federal de 1988.
Lideranças da Frente Parlamentar Evangélica já se manifestaram, classificando a fala como “preconceituosa” e “desumanizadora”, ao utilizar o termo “pastando” para se referir aos fiéis. Há movimentações nos bastidores para a abertura de novos processos judiciais por intolerância religiosa.
Até o momento, Eduardo Bueno tem mantido uma postura defensiva em suas redes, alternando entre críticas ao que chama de “censura de extrema-direita” e vídeos de retratação parcial, como os feitos em episódios anteriores.
“A fala fere o princípio democrático básico de que todo cidadão é igual perante a lei, independentemente de sua fé”, afirmou um jurista consultado sobre o caso.




