Teerã eleva tom contra isolamento e ameaça vizinhos que apoiarem ultimato de Washington

​O governo iraniano voltou a elevar a tensão geopolítica global ao responder diretamente às mais recentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em declaração divulgada pela mídia estatal iraniana, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, alertou expressamente que qualquer país vizinho ou nação da região que aderir à “guerra econômica” promovida pela Casa Branca será considerado inimigo e se tornará alvo de retaliações diretas de Teerã.

​A declaração surge como uma resposta imediata a publicações de Trump na rede social Truth Social, onde o republicano prometeu aplicar as sanções econômicas mais “devastadoras” da história contra o Irã e estender sanções severas a qualquer país que ofereça suporte logístico, financeiro ou territorial ao governo iraniano.

​”Estamos dizendo a todos os países vizinhos para não se juntarem à guerra econômica dos EUA; caso contrário, nós os consideraremos inimigos”, declarou Mohsen Rezaei, segundo a emissora Press TV.

​O endurecimento do discurso do regime iraniano expõe o agravamento da crise diplomática e militar no Oriente Médio, afetando rotas vitais do comércio global e o mercado de energia:

  • Bloqueio do Estreito de Ormuz: Rezaei reafirmou que a passagem pelo Estreito de Ormuz — por onde transitam cerca de 20 milhões de barris de petróleo diariamente — permanecerá restrita até que os Estados Unidos cumpram compromissos internacionais e retirem suas medidas coercitivas.
  • Disputa por sanções extraterritoriais: A Casa Branca busca isolar parceiros comerciais estratégicos do Irã, pressionando países como China e Índia a interromper o comércio com Teerã sob risco de retaliações financeiras diretas de Washington.
  • Aumento do risco militar: Aliados da liderança suprema em Teerã classificam as ameaças de Washington como fruto de “desespero”, enquanto Donald Trump já declarou publicamente que ordenou planos de resposta avassaladores caso seus interesses ou cidadãos sejam atacados na região.

​Com a mediação diplomática travada e o tráfego marítimo sob constantes ameaças no Golfo Pérsico, governos da região tentam equilibrar o cumprimento das sanções americanas para conter a inflação global e o risco de retaliação militar das forças iranianas. O cenário segue em monitoramento constante por agências internacionais e analistas de segurança.


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