Dados inéditos do Tribunal Superior Eleitoral revelam perfil de orientação sexual e gênero das candidaturas nas eleições gerais de 2026

Pela primeira vez em um pleito geral, as estatísticas eleitorais divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibilizam recortes sobre a orientação sexual e a identidade de gênero dos postulantes a cargos públicos. A inclusão desses dados, de preenchimento opcional no momento do registro das candidaturas, permite mapear a diversidade do cenário político brasileiro.

Os números disponibilizados pela Justiça Eleitoral mostram que, do total de inscritos, 1,93% das candidaturas declararam integrar a comunidade LGBTQIAPN+, identificando-se como pessoas bissexuais, gays, lésbicas, pansexuais ou assexuais. No campo da identidade de gênero, os candidatos transgênero representam 0,51% do universo geral de concorrentes e 0,89% considerando apenas aqueles que responderam ao quesito. O tribunal contabilizou ainda 53 candidaturas com registro de nome social.

Por se tratar de uma autodeclaração facultativa, parte significativa dos participantes preferiu não declarar os dados: 44,91% deixaram o campo de orientação sexual em branco, enquanto 42,25% não informaram a identidade de gênero. Entre os concorrentes que optaram por declarar a orientação sexual, a maioria (53,04%) identificou-se como heterossexual.

O levantamento do TSE engloba mais de 20 mil candidaturas e inclui outros indicadores sociais e demográficos. A maior parte dos inscritos é composta por homens (65,15%), enquanto as mulheres somam 34,85% das disputas. Sob o aspecto racial, os candidatos brancos representam 48,82% do total, seguidos por pardos (36,11%), pretos (13,62%), indígenas (0,93%) e amarelos. As candidaturas de pessoas com deficiência registraram crescimento em relação a pleitos anteriores, somando 2,42% do universo total de concorrentes.

As estatísticas divulgadas pela Justiça Eleitoral ainda possuem caráter preliminar e podem sofrer alterações conforme os julgamentos de registro de candidatura forem concluídos pelos tribunais regionais e consolidados pelo TSE.


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