Candidaturas femininas ao Senado chegam a 69 nomes com Leila Barros, Eliziane Gama, Soraya Thronicke, Simone Tebet e TSE

​O cenário político nacional registra um avanço expressivo na representatividade feminina nas urnas. O número de mulheres que disputam uma vaga no Senado Federal atingiu a marca de 69 candidatas nas eleições deste ano. O volume supera os registros do pleito de 2022, quando 58 mulheres concorreram à Casa, e de 2018, quando foram contabilizadas 62 postulações.

​Nas eleições de 2026, estarão em jogo 54 das 81 cadeiras do Senado, o equivalente à renovação de dois terços da Casa, com a escolha de dois representantes por estado e pelo Distrito Federal. Segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a quantidade atual de candidatas representa uma alta de 19% frente a 2022 e de 11,3% se comparada a 2018 — ano em que a renovação das cadeiras ocorreu na mesma proporção.

​Pela primeira vez em um levantamento eleitoral recente, todos os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal contam com pelo menos uma mulher na disputa pela Câmara Alta. A maior concentração de postulantes ocorre no Rio Grande do Norte, em Santa Catarina e em São Paulo, com cinco candidatas em cada unidade federativa.

​Reeleição e nomes conhecidos na disputa

​A disputa conta com senadoras que buscam dar continuidade aos seus mandatos de oito anos conquistados em 2018:

  • Leila Barros (PDT-DF)
  • Eliziane Gama (PSD-MA)
  • Soraya Thronicke (PSB-MS)
  • Zenaide Maia (PSD-RN)
  • Margareth Buzetti (PSD-MT), que assumiu o mandato como suplente no decorrer da legislatura e agora concorre como titular.

​Além dos nomes da bancada atual, a corrida eleitoral atrai figuras com trajetória no Parlamento e no Poder Executivo que tentam retornar ao Senado, como Simone Tebet (PSB-SP), Marina Silva (Rede-SP), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Roseana Sarney (MDB-MA), Rose de Freitas (MDB-ES) e Benedita da Silva (PT-RJ).

​Proporcionalidade e regras de financiamento

​Em termos proporcionais, as 69 mulheres correspondem a 22% do total de inscritos para a disputa do Senado em 2026, enquanto os homens representam 78%. Como a eleição para o Senado é feita pelo sistema majoritário, ela não está sujeita à cota mínima obrigatória de 30% de candidaturas por gênero, norma aplicada apenas às disputas proporcionais (como na escolha de deputados federais, estaduais e distritais).

​Apesar disso, a legislação estabelece salvaguardas financeiras e de exposição: os partidos são obrigados a destinar, no mínimo, 30% dos recursos do fundo eleitoral e do tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão para as campanhas femininas. Caso a proporção de candidatas no partido supere esse percentual, o repasse de verbas e espaço na mídia deve crescer no mesmo patamar.


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