A discussão em torno do fim da jornada de trabalho no modelo 6×1 — em que o empregado atua por seis dias consecutivos e tem apenas um dia de folga — avançou de forma decisiva no Congresso Nacional com a tramitação de Propostas de Emenda à Constituição (PECs) sobre o tema. A iniciativa, motivada por pressões de movimentos sociais e entidades sindicais, busca alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Constituição Federal para reduzir o limite semanal de trabalho sem redução salarial.
Para os trabalhadores, a principal mudança defendida pelos apoiadores do projeto é a melhoria na qualidade de vida, redução do desgaste físico e mental e maior tempo dedicado ao lazer e à família. Estudos apresentados por defensores da proposta apontam que a rotina de seis dias de trabalho contínuos contribui para o aumento de casos de exaustão e síndrome de Burnout.
Por outro lado, representantes do setor empresarial e entidades do comércio e serviços expressam preocupação com os custos operacionais. A adequação à eventual nova jornada exigirá a contratação de mais funcionários para cobrir os dias de folga, o que pode impactar a margem de lucro de pequenas e médias empresas ou levar ao repasse de custos ao consumidor final.
Atualmente, as propostas passam pela análise de comissões na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, onde deputados e senadores debatem alternativas como a implantação gradual da medida ou a flexibilização por meio de acordos coletivos entre categorias. O avanço do texto depende de votações em dois turnos nas duas casas legislativas antes de uma eventual promulgação.
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