A União Europeia deu início, nesta quinta-feira (3), à suspensão oficial das importações de carne bovina, carne de aves, ovos e mel oriundos do Brasil. A medida foi anunciada pela Comissão Europeia e afeta a cadeia de exportações do agronegócio nacional até que o governo brasileiro apresente garantias formais de que a produção atende integralmente às exigências sanitárias do bloco.
O impasse decorre do descumprimento de normas europeias sobre o controle do uso de antimicrobianos e antibióticos na criação animal. Em maio, o Brasil já havia sido retirado da lista de países autorizados pela UE referente a esses padrões de monitoramento, o que culminou no bloqueio adotado agora.
Para reverter a medida, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e as entidades do setor agropecuário brasileiro buscam comprovar a eficácia dos novos protocolos adotados desde julho. Caso a auditoria sobre ovos e mel traga resultados favoráveis, a liberação para o setor de aves pode ocorrer nas próximas semanas. No entanto, devido ao ciclo mais longo da pecuária, a retomada das vendas de carne bovina brasileira para o mercado europeu exige maior tempo de adequação técnica.
Entidades do setor reforçam que os produtores e exportadores brasileiros continuam trabalhando junto ao Executivo em Bruxelas para restabelecer os fluxos comerciais. Enquanto os embarques para a Europa permanecem paralisados, as frigoríficas buscam redirecionar o volume excedente para outros parceiros internacionais.
Para entender detalhadamente o impacto no agronegócio e a posição de cada lado, assista ao cobertura em vídeo do veto à carne brasileira, que traz a repercussão inicial das restrições e as exigências sanitárias envolvidas.
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