Brasileira com síndrome do homem rígido perde movimentos e cruza fronteira para buscar tratamento no SUS

Uma paciente com diagnóstico da síndrome do homem rígido — a mesma condição rara que afeta a cantora Céline Dion e o jovem cantor brasileiro Lito — enfrentou uma rápida progressão dos sintomas ao perder a mobilidade em um período de apenas 60 dias. Morando no exterior, ela tomou a decisão de cruzar a fronteira e retornar ao Brasil para conseguir acesso imediato e especializado ao tratamento médico oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A síndrome do homem rígido (SHR) é uma doença neurológica extremamente rara e autoimune, caracterizada por rigidez muscular progressiva e espasmos dolorosos frequentes que podem ser desencadeados por estímulos emocionais ou auditivos. Pela escassez de médicos especialistas e pelo alto custo das terapias com imunoglobulina e imunopressoras fora do país, a busca por acolhimento na rede pública brasileira tornou-se a principal alternativa para conter a evolução dos danos motores.

A jornada da brasileira reacende o debate sobre o diagnóstico precoce e os desafios enfrentados por portadores de enfermidades raras. O caso ganhou forte repercussão pública após paralelos com a trajetória do cantor Lito e de outros pacientes que compartilham a luta diária contra os espasmos intensos. Especialistas reforçam que, embora a condição não tenha cura, o acompanhamento multidisciplinar com neurologistas e fisioterapeutas pelo SUS é fundamental para manter a qualidade de vida e frear o avanço da perda funcional.


Descubra mais sobre O expresso Br

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *