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Estados Unidos deportam brasileiro Pietro Graza de Lima para a Guiné Equatorial após recusa de desembarque na Libéria

Estados Unidos deportam brasileiro Pietro Graza de Lima para a Guiné Equatorial após recusa de desembarque na Libéria

O governo dos Estados Unidos deportou o imigrante brasileiro Pietro Graza de Lima, de 57 anos, para a Guiné Equatorial no final de agosto. O brasileiro, que residia no estado da Flórida, foi enviado à capital Malabo acompanhado de cidadãos de Cuba e Camarões, após se recusar a desembarcar de uma aeronave durante uma tentativa prévia de envio para a Libéria.

De acordo com relatos de familiares de outros deportados que viajavam na mesma aeronave, Lima e mais cinco imigrantes negaram-se a descer no território liberiano. Diante do impasse, as autoridades de imigração americanas redirecionaram o grupo para a Guiné Equatorial, na costa oeste do continente africano. Atualmente, o brasileiro encontra-se hospedado em um hotel sob o controle das autoridades locais na capital.

O envio de um cidadão brasileiro para um terceiro país causou estranheza, visto que os EUA realizam voos semanais diretos de deportação para o Brasil. O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e o governo brasileiro não foram notificados previamente pelas autoridades americanas sobre a transferência de Lima para a nação africana. A legislação da Guiné Equatorial estabelece um prazo limite de retenção de 60 dias para imigrantes antes que sejam encaminhados aos seus países de origem.

Procurado, o serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) e a defesa de Lima não detalharam as razões específicas para a escolha do destino. A ação faz parte da expansão da política norte-americana de firmar acordos bilaterais com países terceiros para o envio de imigrantes não documentados. Antes do episódio, Pietro Graza de Lima já havia registrado passagem pela justiça brasileira em 2016.


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