A Procuradoria-Geral da República (PGR) assinou um acordo de delação premiada com o empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, dono da empresa Entre Investimentos e Participações. O colaborador prestou depoimentos detalhando a engenharia financeira e os repasses direcionados a um fundo suspeito de custear e estruturar a operação batizada de “Dark Horse”.
As apurações apontam que Freixo Júnior atuou como operador financeiro no esquema, efetuando pagamentos que abasteceram o fundo de investimento sob investigação federal. O objetivo das transferências seria viabilizar recursos para ações veladas de interferência e financiamento de projetos paralelos vinculados a figuras influentes do meio político e empresarial.
Com a homologação do acordo pelas instâncias superiores do Judiciário, os depoimentos prestados e as provas materiais entregues por Mineiro — que incluem extratos bancários, contratos e registros de mensagens — abrem frentes de investigação sobre outros beneficiários e intermediários envolvidos no repasse de verbas.
O avanço das tratativas junto à PGR ocorreu após a constatação de que a Entre Investimentos foi utilizada para mascarar a origem real dos valores auditados. A defesa do empresário optou pela colaboração premiada em busca de mitigação de penas, comprometendo-se a devolver valores e a expor os articuladores do financiamento. As investigações sobre a ramificação do projeto “Dark Horse” seguem sob sigilo.
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