Justiça italiana condena brasileira Adilma Pereira Carneiro à prisão perpétua por morte de Fabio Ravasio

A brasileira Adilma Pereira Carneiro, de 50 anos, foi condenada à prisão perpétua pelo Tribunal de Assize de Busto Arsizio, na Itália, sob a acusação de orquestrar o assassinato de seu companheiro, o empresário italiano Fabio Ravasio. O crime foi motivado por interesses econômicos, visando o acesso ao patrimônio da vítima, avaliado em cerca de três milhões de euros (aproximadamente R$ 18 milhões).

O homicídio ocorreu quando Ravasio foi atingido por um automóvel enquanto andava de bicicleta na província de Milão. Embora o caso tenha sido tratado inicialmente como um acidente de trânsito, as investigações revelaram uma emboscada planejada ao longo de meses. A acusação apontou que Adilma contou com o auxílio de familiares, amigos e ex-amantes para a execução do plano.

Além da brasileira, outras sete pessoas foram julgadas e condenadas por envolvimento no caso. Marcello Trifone e Fabio Lavezzo também receberam pena de prisão perpétua. Os demais cúmplices — Massimo Ferretti, Igor Benedito, Mohammed Dhaibi, Mirko Piazza e Fabio Oliva — receberam penas que variam entre 14 e 24 anos de reclusão.

Durante o julgamento, a ré negou a autoria e tentou atribuir a responsabilidade ao ex-marido Massimo Ferretti. No entanto, o Ministério Público destacou a centralidade da brasileira no planejamento da ação. Diante dos desdobramentos do caso, a Justiça da Itália reabriu a investigação sobre o falecimento de outro ex-marido de Adilma, ocorrido em 2011, para apurar se houve envenenamento. Os advogados da família de Fabio Ravasio demonstraram satisfação com o veredito.


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