Casal condenado por abandono intelectual devido a homeschooling faz pronunciamento no Congresso Nacional

Um casal do interior do estado de São Paulo, recentemente condenado pela Justiça pelo crime de abandono intelectual após optar pelo ensino domiciliar (homeschooling) para seus filhos, levou o debate sobre a modalidade de ensino ao Congresso Nacional. Em pronunciamento público, a família relatou as dificuldades enfrentadas diante da atual legislação brasileira e defendeu o direito de escolha na educação dos filhos.

​O caso reacendeu as discussões entre parlamentares, juristas e entidades educacionais sobre a regulamentação do homeschooling no Brasil. Atualmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) considera que a prática não é inconstitucional, mas exige uma lei federal específica que regulamente a fiscalização e a avaliação do aprendizado para que possa ser legalmente exercida.

O que diz a lei atual:

O Código Penal brasileiro, em seu artigo 246, tipifica o abandono intelectual como o ato de deixar, sem justa causa, de prover à instrução primária de filho em idade escolar. Sob o entendimento vigente, a ausência de matrícula na rede regular de ensino (pública ou privada) pode configurar o delito, mesmo que os pais ofereçam tutorias em ambiente doméstico.

​Enquanto defensores do ensino domiciliar argumentam que a modalidade garante a liberdade familiar e o respeito aos valores individuais, críticos e especialistas em educação alertam para o risco de isolamento social e para a dificuldade do Estado em fiscalizar a qualidade do ensino e a integridade das crianças fora do ambiente escolar. O tema segue em tramitação em diferentes projetos de lei no Poder Legislativo, buscando estabelecer critérios e marcos legais para a prática no país.


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1 comentário

  1. Típico exemplo de dissonância cognitiva.

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