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STF abre inquérito para apurar suposta lavagem de dinheiro envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz

STF abre inquérito para apurar suposta lavagem de dinheiro envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz

​BRASÍLIA — O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu um novo inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro. A apuração envolve a relação do parlamentar com o advogado Willer Tomaz e teve início a partir de desdobramentos de investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) na primeira instância da Justiça Federal do Rio Grande do Sul. Devido ao foro privilegiado de Flávio, os autos subiram ao STF com o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), ficando sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

​Os indícios levantados pela PF baseiam-se na análise de dados armazenados na nuvem do telefone de Willer Tomaz. Entre os achados, os investigadores identificaram que Flávio figurava como “usuário master” de uma conta da empresa Alcazar Holdings, vinculada ao advogado — o que conferia ao senador privilégios de gerenciamento. Além disso, a perícia encontrou registros de documentos pessoais de Flávio Bolsonaro, comprovantes de viagens bancadas por empresas do advogado (como a Cathedral) e menções a operações ligadas a empresas de apostas virtuais (bets).

​A investigação também mira movimentações suspeitas de aproximadamente R$ 130 milhões ocorridas entre março e maio de 2025 em uma das contas controladas por Tomaz, com o intuito de verificar se houve ocultação ou dissimulação de bens e valores em favor de terceiros.

​Desdobramentos e posições oficiais

​Este passa a ser o segundo inquérito sobre Flávio Bolsonaro em andamento na Corte Suprema. O parlamentar já é investigado sob a relatoria do ministro André Mendonça sobre a captação de recursos com o banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento do filme Dark Horse.

​Em nota, a defesa do senador Flávio Bolsonaro rechaçou veementemente as acusações. Declarou que o parlamentar jamais manteve negócios com Willer Tomaz ou figurou como “usuário master” de qualquer conta do advogado ou de suas empresas. A defesa sustentou que a divulgação dos fatos possui propósitos político-eleitorais com o intuito de espalhar desinformação.

​Por sua vez, a defesa de Willer Tomaz também negou qualquer irregularidade nas atividades profissionais ou financeiras do advogado, criticando a quebra do sigilo telemático como instrumento de devassa infundada. O STF e a Polícia Federal seguem analisando os dados colhidos para definir os próximos passos da instrução do caso. 


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