:Mãe denuncia ameaça de tiro contra filho de 3 anos em escola da Brigada Militar no RS

A mãe de um menino de 3 anos denunciou à Polícia Civil e à Corregedoria da Brigada Militar do Rio Grande do Sul uma suposta rotina de ameaças e agressões verbais sofridas pelo filho na Escola de Educação Infantil Tio Chico, em Porto Alegre. A instituição atende filhos de policiais militares e é mantida pela própria corporação.
O caso veio à tona após a mãe da criança, Shaiane Costa, notar mudanças bruscas no comportamento do filho, que chorava excessivamente antes de ir à aula e pedia desculpas de forma insistente por pequenos incidentes diários. Diante da recusa da escola em permitir que ela acompanhasse o menino até a sala de aula, a mãe decidiu colocar um gravador de áudio na mochila do filho.

Os áudios gravados

As gravações capturaram momentos em que funcionários da escola proferiam ofensas e ameaças graves contra as crianças. Em um dos trechos mais alarmantes, uma voz adulta diz ao menino de 3 anos:

“Chora com vontade, senão vou te dar um tiro.”

Em outros momentos do registro, é possível ouvir adultos gritando com os alunos e usando termos humilhantes para repreendê-los, indicando um ambiente de forte pressão psicológica inadequado para a faixa etária atendida, que vai dos 2 aos 6 anos.

Desdobramentos e investigações

Após o acolhimento da denúncia, as autoridades competentes iniciaram os procedimentos de apuração:

  • Polícia Civil: Um inquérito foi instaurado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DECA) para identificar os responsáveis pelas vozes gravadas e tipificar os possíveis crimes de maus-tratos e ameaça.
  • Brigada Militar: A corporação informou que instaurou uma sindicância interna por meio de sua Corregedoria-Geral para investigar a conduta dos profissionais envolvidos e o funcionamento da instituição de ensino. Os funcionários suspeitos foram preventivamente afastados de suas funções de contato direto com as crianças até o término das investigações.
    A defesa da família informou que aguarda a conclusão dos laudos psicológicos e o avanço das investigações para tomar as medidas judiciais cabíveis na esfera cível.

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