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Requião Filho aciona MPF e FAE após denúncias de ameaças a estudantes por divergência política

Requião Filho aciona MPF e FAE após denúncias de ameaças a estudantes por divergência política

​O deputado estadual Requião Filho (PDT) encaminhou representações formais ao Ministério Público Federal (MPF) e à reitoria da FAE Centro Universitário, em Curitiba, denunciando ameaças de violência física contra alunos motivadas por divergências político-partidárias. Os relatos recebidos pelo gabinete do parlamentar apontam mensagens e áudios com incitação à violência compartilhados em grupos de mensagens após o período eleitoral.

​Segundo os documentos anexados aos ofícios encaminhados às autoridades e à instituição de ensino, as ameaças incluem falas explícitas de agressão contra alunos identificados com posições de esquerda ou apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT). Entre os registros do grupo intitulado “Bolsonaro FAE CURITIBA”, constam incitações a agressões físicas e menções ao uso de equipamentos como cacetetes e spray de pimenta, inclusive com relação a manifestações estudantis no campus.

​Diante da gravidade dos relatos, Requião Filho destacou a necessidade de preservar o ambiente acadêmico como um espaço seguro e democrático:

​“Não podemos tolerar que estudantes sejam ameaçados ou intimidados por causa de suas convicções políticas. A universidade precisa ser um espaço de diálogo, pluralidade e liberdade, não um lugar onde alguém tenha medo de sofrer agressões por pensar diferente. A democracia não termina nas urnas, ela exige respeito à divergência e segurança para que todos possam exercer seus direitos”, afirmou o deputado.

​Nas representações enviadas à Procuradoria Regional Eleitoral do MPF, o parlamentar solicita a apuração rigorosa dos fatos e a responsabilização dos envolvidos. Já no ofício direcionado à reitoria da FAE Centro Universitário, foram pedidas as seguintes medidas institucionais e preventivas:

  • ​Segurança e prevenção: Adoção de protocolos de segurança reforçados no campus para proteger os estudantes e evitar confrontos durante atos ou manifestações.
  • ​Canais de denúncia: Criação e divulgação de canais internos seguros e confidenciais para que alunos intimidados possam reportar ameaças.
  • ​Apuração interna e cooperação: Abertura de sindicância interna para identificar os responsáveis e acionamento das forças de segurança pública caso sejam constatados riscos iminentes.
  • ​Posicionamento institucional: Manifestação pública da reitoria em defesa da liberdade de expressão, da diversidade de pensamento e do respeito mútuo no ambiente universitário.

​O caso segue sob análise do MPF e aguarda os desdobramentos das apurações internas solicitadas à direção da universidade.


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