A movimentação política para as eleições de 2026 em Minas Gerais ganhou um novo capítulo com a intensificação do apelo público pela candidatura do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), ao Palácio Tiradentes. A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), tornou-se uma das vozes mais ativas nesse processo, utilizando suas redes sociais para reforçar o convite ao senador.
A estratégia de Marília, que conta com o aval direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é consolidar uma chapa de peso para enfrentar o grupo político do atual governador Romeu Zema. Em publicações recentes, a petista destacou a importância de uma candidatura que una forças democráticas no estado, classificando uma eventual composição com Pacheco como “imbatível”.
Os bastidores da articulação
Embora Pacheco mantenha a cautela característica, sinais recentes indicam uma maior abertura ao diálogo. O senador chegou a compartilhar vídeos de apoios recebidos, o que foi interpretado por analistas como um aceno à militância e aos partidos de centro-esquerda.
- O papel de Lula: O presidente tem sido o principal entusiasta da ideia, vendo em Pacheco a figura ideal para pacificar palanques e garantir uma vitória estratégica no segundo maior colégio eleitoral do país.
- O “Plano B”: Caso Pacheco decline, o nome da própria Marília Campos ganha força. Pesquisas recentes da Genial/Quaest, divulgadas no final de abril de 2026, mostram Marília como favorita em cenários para o Senado, mas sua viabilidade para o governo estadual é discutida internamente como uma alternativa real do PT.
Desafios e o cenário eleitoral
Apesar do entusiasmo de Marília, o caminho para Pacheco não está livre de obstáculos. A atual configuração do PSD em Minas, que abriga o vice-governador Mateus Simões, cria um impasse partidário que poderia forçar o senador a buscar uma nova legenda, como o PSB.
Além disso, o cenário atual mostra um favoritismo consolidado do senador Cleitinho Azevedo em diversas simulações de primeiro turno, o que exige da coalizão de centro-esquerda um nome com alto índice de conhecimento e baixa rejeição.
“Continuo acreditando que o Rodrigo Pacheco vai ser o meu candidato a governador. Será uma chapa forte, robusta e mineira”, afirmou Marília Campos em entrevista recente.
Com a proximidade dos prazos de desincompatibilização, a pressão sobre o presidente do Senado deve aumentar, transformando o apelo de Marília Campos no ponto de partida para a definição das principais peças do xadrez político mineiro em 2026.




