A gestão da Companhia Paranaense de Energia (Copel) permanece no centro do debate político e econômico do estado. Através do movimento A Copel é Nossa, entidades sindicais, representantes da sociedade civil e parlamentares intensificam a mobilização contra o modelo de corporatização da companhia, buscando reverter ou mitigar os efeitos da privatização concluída em 2023.
O foco da mobilização
O movimento argumenta que a manutenção da Copel sob controle público é estratégica para garantir tarifas mais acessíveis e assegurar que os investimentos da empresa priorizem o desenvolvimento socioeconômico do Paraná, em vez de focar exclusivamente na distribuição de dividendos a acionistas privados.
As principais frentes de atuação do grupo incluem:
- Ações Judiciais: Questionamentos sobre o processo de venda de ações e o modelo de corporation.
- Conscientização Popular: Campanhas digitais e presenciais para explicar o impacto da gestão privada no custo da conta de luz.
- Articulação Política: Pressão junto à Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) e órgãos federais para fiscalizar os contratos de concessão.
O cenário atual e os desdobramentos
Desde a transformação da Copel em uma empresa de capital disperso, o mercado financeiro tem acompanhado de perto a eficiência operacional da companhia. Por outro lado, críticos apontam que a mudança na governança pode reduzir o papel social que a empresa historicamente desempenhou no estado, como em programas de eletrificação rural e subsídios para setores produtivos locais.
Recentemente, o debate ganhou novos capítulos com a análise de órgãos de controle sobre a transparência do processo de desestatização e o impacto real na qualidade dos serviços prestados após a transição de comando.
Nota do Redator: O movimento convida a população a participar ativamente do debate através de cadastros em sua plataforma oficial, visando fortalecer a representatividade da causa junto às instâncias de decisão.
A discussão sobre o futuro energético do Paraná está longe de um consenso, colocando frente a frente visões distintas sobre o papel do Estado na economia e a segurança energética da região Sul do Brasil.




