Adriano José encerra 2025 sob críticas por falta de transparência e alinhamento irrestrito ao Governo Ratinho Junior
A movimentação política na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) neste encerramento de 2025 traz à tona um debate acalorado sobre a efetividade do mandato do deputado estadual Soldado Adriano José (PP). Enquanto materiais publicitários e sites aliados tentam emplacar a narrativa de um dos “mandatos mais atuantes” da Casa, vozes da imprensa independente e setores do funcionalismo público questionam a ausência de resultados legislativos concretos e a postura evasiva do parlamentar.
O embate das escolas cívico-militar e o “efeito Tarcísio”
Um dos principais pilares de sustentação da imagem de Adriano José tem sido o apoio às escolas cívico-militares. No entanto, o parlamentar enfrenta críticas por tentar capitalizar politicamente sobre um projeto que é marca da gestão de Ratinho Junior (PSD) e que atravessa um momento de fragilidade jurídica.
Recentemente, o cenário nacional trouxe um balde de água fria para entusiastas do modelo:
- No STF: A validade dessas unidades está sob análise, com ações que questionam a constitucionalidade do modelo.
- Em São Paulo: O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sofreu derrotas judiciais ao tentar implementar programa semelhante, o que acendeu o alerta sobre a segurança jurídica dessas instituições no Paraná.
Votos polêmicos e o silêncio com a imprensa
A trajetória de Adriano José na ALEP em 2025 é marcada por um alinhamento rígido com o Palácio Iguaçu, o que tem gerado desgaste com categorias de base. O deputado é questionado por:
- Funcionalismo Público: Votos favoráveis a medidas que impactaram negativamente professores e servidores estaduais.
- Pedágios: A cobrança por uma explicação clara sobre sua posição em relação ao retorno das concessões de pedágio no Paraná, tema sensível ao bolso do trabalhador.
- Dificuldade de Acesso: Diferente de outros parlamentares que mantêm diálogo aberto, Adriano José é apontado por diversos veículos e blogueiros como um deputado que evita entrevistas e não responde a questionamentos sobre suas ações legislativas.







