Advogado de Ludmilla se manifesta sobre julgamento de Alexandre de Moraes

A disputa jurídica entre a cantora Ludmilla e o apresentador Marcão do Povo ganhou um novo e decisivo capítulo no Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado da artista, Felipe Borba, confirmou nesta semana que a cantora ingressará como assistente de acusação no recurso que será relatado pelo ministro Alexandre de Moraes.

​O caso, que se arrasta desde 2017, trata de declarações feitas pelo apresentador em um programa de televisão, nas quais ele se referiu à artista como “pobre macaca”. Após uma reviravolta no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que havia absolvido o comunicador sob o argumento de que não houve intenção de injúria racial, a defesa de Ludmilla agora deposita suas esperanças na Suprema Corte.

​Os pontos centrais da manifestação

​Em declarações recentes à coluna VEJA Gente, o advogado Felipe Borba destacou a prontidão da cantora em seguir com o processo até as últimas instâncias.

  • Ingresso no STF: Ludmilla formalizou sua participação como interessada direta no julgamento do recurso.
  • Posicionamento da defesa: O advogado reforçou que a cantora está “à inteira disposição para lutar de todas as formas contra o racismo”.
  • Expectativa sobre Moraes: A escolha de Alexandre de Moraes como relator é vista com atenção, dado o histórico do ministro em decisões rigorosas sobre direitos fundamentais e crimes de ódio.

Ludmilla tem enfrentado uma estrutura judicial complexa. Além do caso contra Marcão do Povo, a cantora também travou uma batalha contra a socialite Val Marchiori (que a comparou a uma “esponja de aço”). Naquela ocasião, a justiça do Rio de Janeiro entendeu a fala como liberdade de expressão, o que gerou protestos da artista nas redes sociais: “Racismo não é liberdade de expressão”.

​Desta vez, com o processo sob a relatoria de um dos ministros mais influentes do país, o desfecho promete ser um divisor de águas no combate à injúria racial no Brasil.

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