África do Sul solicita que Conselho da ONU se reúna com urgência após captura de Maduro pelos EUA
O governo da África do Sul solicitou formalmente uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) para discutir a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela. A movimentação ocorre após a confirmação de que forças norte-americanas realizaram uma operação em larga escala em território venezuelano, culminando na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Violação do Direito Internacional
Em nota oficial divulgada pelo Departamento de Relações Internacionais, a África do Sul condenou veementemente a ação, classificando-a como uma “violação manifesta da Carta das Nações Unidas”. O governo liderado pelo presidente Cyril Ramaphosa argumenta que o uso unilateral da força contra um Estado soberano mina a estabilidade da ordem internacional e o princípio da igualdade entre as nações.
”A história tem demonstrado repetidamente que invasões militares contra Estados soberanos geram apenas instabilidade e o aprofundamento das crises”, afirmou o comunicado sul-africano.
Contexto da Operação Militar
A operação, autorizada pelo governo de Donald Trump, utilizou cerca de 150 aeronaves partindo de 20 bases distintas. Segundo fontes de Washington, Nicolás Maduro já desembarcou em Nova York sob custódia de agentes federais para enfrentar acusações de narcoterrorismo.
Enquanto os EUA defendem a ação como uma medida de “justiça” contra um regime ilegítimo, países como Rússia e China apoiaram o pedido de reunião urgente, alertando para os riscos de um novo período de colonialismo na América do Sul.
Reações e Próximos Passos
- Conselho de Segurança: A reunião está prevista para ocorrer nesta segunda-feira (5 de janeiro), onde os 15 membros do conselho discutirão as implicações geopolíticas da captura.
- América Latina: O Brasil, através do Itamaraty, informou que monitora a fronteira, enquanto outros líderes regionais expressaram preocupação com a soberania do continente.
- Venezuela: A vice-presidente Delcy Rodríguez convocou o Conselho de Defesa da Nação, afirmando que o país “jamais será escravo” ou colônia dos Estados Unidos.







