Judiciário

Alexandre de Moraes anuncia medidas judiciais contra Malu Gaspar por disseminação de notícias falsas

​O cenário político e jurídico brasileiro foi impactado nesta semana por um forte embate entre o Judiciário e a imprensa. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, enviou uma notificação formal à jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, anunciando a intenção de processá-la por calúnia, difamação e disseminação de fake news.

​A reação do magistrado ocorre após publicações da colunista que sugeriam irregularidades ou articulações políticas em decisões da Corte. No documento, Moraes é enfático ao afirmar que a liberdade de expressão não pode ser utilizada como um “salvo-conduto para mentir”.

​Os pontos centrais da acusação

​De acordo com o texto assinado pelo ministro, as condutas da jornalista ultrapassaram o limite do exercício profissional, entrando no campo da “fabricação de narrativas falsas”. Entre as medidas citadas por Moraes, destacam-se:

  • Ações penais e cíveis: Processos por danos morais e crimes contra a honra.
  • Investigação de método: O ministro acusa a jornalista de usar um modus operandi de “lawfare”, comparando a situação a episódios de instrumentalização política do sistema de justiça.
  • Dolo informativo: A acusação de que houve intenção deliberada de induzir o público ao erro para desestabilizar instituições.

​O contexto atual e a repercussão

​A relação entre Alexandre de Moraes e setores da mídia tem sido pautada pelo rigor no combate à desinformação. Recentemente, o STF tem reafirmado que empresas de comunicação podem ser responsabilizadas civilmente por declarações de entrevistados que imputem crimes falsamente a terceiros, caso haja “indícios concretos” de falsidade que não foram verificados.

​No caso de Malu Gaspar, o embate ganha contornos de defesa institucional. Moraes argumenta que o “jornalismo que mente não merece proteção constitucional” e que a democracia exige responsabilidade profissional.

​”A diferença, neste caso, é que a toga não será utilizada para perseguir, mas para proteger o Estado de Direito”, afirmou o ministro na carta.

​Desdobramentos esperados

​A expectativa agora recai sobre a defesa da jornalista e do grupo Globo. Historicamente, entidades de classe como a ANJ (Associação Nacional de Jornais) e a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) defendem que críticas a autoridades públicas fazem parte do jogo democrático, enquanto o STF vem consolidando o entendimento de que a imunidade jornalística não é absoluta.

​O caso promete reabrir o debate sobre os limites entre o sigilo de fonte, o direito à informação e o crime de calúnia no ambiente digital e impresso.

4 COMMENTS

  1. Tudo o que o que o nosso país mais precisa é ver acontecer um dia o enquadramento e responsabilização de jornalistas e da imprensa golpista como um todo, que sempre agiram e agem, há séculos, impunemente.

  2. O papel da impresa é fundamental na democracia, mas a informação não pode ser baseada em narrativas, e sim, em fatos, quanto aos fatos, eles falam por si só. Cabe a quem acusa apresentar provas e não cabe ao formalista botar na conta da fonte para fugir de sua responsabilidade.

  3. Inadmissível expor declarações comprometedoras, principalmente nas redes de comunicação de amplo acesso no país, disseminando dúvidas e intensificando ódios coletivos e a aprofundada polarização política. Alimentar informações sem a comprovação de sua veracidade descredibiliza o profissional jornalista por ser comparada a situações de invenções pessoalizadas que comumente denominamos de “fofocas”, porém, que causam danos à pessoa exposta. É um ato inescrupuloso inventar notícias falsas, quando não se sustente em provas concretas e convincentes, obtendo assim ganhos fraudulentos em detrimento do prejuízo à integridade da pessoa em questão.

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