Alexandre de Moraes determina e Polícia Federal faz busca por armas na residência de Jair Bolsonaro

​A Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, onde ele cumpre prisão domiciliar. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de localizar armas, munições, acessórios e documentos de registro vinculados ao ex-mandatário.

​Moraes justificou a ação apontando um descumprimento de determinação judicial e divergências entre as informações fornecidas pela defesa e os registros oficiais sobre o paradeiro do arsenal de Bolsonaro. Anteriormente, o ministro havia cassado o porte de armas do ex-presidente e ordenado que todos os armamentos fossem entregues voluntariamente às autoridades no prazo de 48 horas.

​Desdobramentos e justificativa da defesa

​De acordo com as defesas e notas emitidas pelos advogados de Jair Bolsonaro logo após o encerramento da operação, nenhum armamento ou munição foi localizado no imóvel durante as buscas da Polícia Federal.

​O advogado João Henrique de Freitas declarou publicamente que o paradeiro das armas em nome do ex-presidente já havia sido comunicado com antecedência ao Judiciário, classificando a ação como lamentável. Segundo a manifestação da equipe jurídica:

  • Inconsistência técnica: A divergência que motivou o mandado decorreria apenas de um erro material na anotação do número de série de uma pistola anteriormente apreendida com um assessor.
  • Localização do arsenal: Das armas registradas em nome de Bolsonaro, a maior parte já estava sob custódia do Exército ou da própria Polícia Federal. Uma espingarda remanescente foi localizada e apreendida por agentes em uma importadora no Rio Grande do Sul, enquanto outra pistola segue sob os cuidados da Polícia Civil do Distrito Federal.

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