Audio vazado de Ratinho Junior e Guto Silva gera crise política no Paraná e levanta suspeitas sobre gestão pública
Uma nova polêmica sacudiu os bastidores do Palácio Iguaçu nesta semana. O vazamento de um áudio inédito, atribuído ao governador Ratinho Junior e ao secretário Guto Silva, trouxe à tona diálogos que sugerem uma dinâmica controversa na gestão de recursos e acordos políticos no estado. O conteúdo, que ironiza o título do clássico programa televisivo de Silvio Santos, “Topa Tudo por Dinheiro”, sugere que, na prática, a realidade seria o oposto: em vez de repasses, o foco seria a retenção ou a cobrança de contrapartidas.
O Contexto do Vazamento
O material, divulgado inicialmente pelo portal O Diário de Maringá, expõe conversas que indicam uma articulação direta sobre o controle de verbas e apoios. A frase que dá título à controvérsia — “Não dá dinheiro, toma?” — tem sido interpretada por opositores como um indício de pressão sobre prefeituras ou parlamentares para o alinhamento com as pautas do Executivo.
Principais Pontos da Controvérsia
De acordo com as apurações mais recentes e a repercussão nos meios políticos paranaenses:
- Relação com Prefeituras: O áudio sugere que a liberação de convênios estaria condicionada a um “pedágio” político ou financeiro, o que pode configurar desvio de finalidade.
- Papel de Guto Silva: O secretário, tido como o braço direito do governador e articulador político, aparece nas gravações como o executor das estratégias de contenção e negociação.
- Impacto na Assembleia Legislativa (ALEP): Deputados da oposição já se mobilizam para solicitar a perícia do áudio e questionar a transparência nos repasses estaduais.
Reações e Desdobramentos
A assessoria do Governo do Estado ainda não emitiu uma nota técnica detalhada sobre a veracidade do áudio, limitando-se a declarar, em instâncias preliminares, que se trata de “fala fora de contexto” e “tentativa de desestabilização política” em ano estratégico.
”É preciso cautela ao analisar fragmentos de conversas privadas, mas a gravidade do que é dito exige uma explicação clara aos cidadãos paranaenses sobre como o dinheiro público está sendo utilizado para barganha política,” afirmou um parlamentar da bancada oposicionista.
Últimas Atualizações (Janeiro de 2026)
As redes sociais tornaram-se o principal campo de batalha desta crise. Enquanto apoiadores de Ratinho Junior tentam minimizar o impacto tratando o áudio como “brincadeira de bastidor”, órgãos de controle começam a ser acionados para verificar se houve prejuízo ao erário ou favorecimento ilícito em contratos recentes.







