Banco Central audita fiscalização sobre Banco Master e afasta chefes do Desup

​A cúpula do Banco Central (BC) instaurou uma auditoria interna para passar o pente fino na atuação da autoridade monetária em relação ao Banco Master, comandado por Daniel Vorcaro. O procedimento busca identificar se houve negligência ou demora excessiva da área técnica em monitorar a escalada de riscos da instituição antes de sua liquidação extrajudicial.

​A investigação, que corre sob sigilo, ganhou tração após questionamentos sobre o intervalo entre os sinais de alerta no balanço do banco e a intervenção efetiva do órgão regulador.

​Mudanças na cúpula de fiscalização

​Como desdobramento imediato das apurações, o Banco Central confirmou o afastamento de dois nomes do alto escalão da supervisão:

  • Belline Santana: Chefe do Departamento de Supervisão Bancária (Desup).
  • Paulo Sérgio Neves de Souza: Diretor que também atuava na linha de frente do setor.

​É importante ressaltar que, até o momento, não existem acusações formais ou provas de má conduta contra os servidores. O afastamento é tratado internamente como uma medida administrativa para garantir a isenção da auditoria e preservar a integridade dos processos de fiscalização.

​O foco da investigação

​O ponto central da auditoria é o fluxo de informações dentro do BC. Os auditores querem entender por que os mecanismos de controle demoraram a apontar o crescimento desproporcional de operações de crédito e ativos que colocaram o Banco Master em uma situação de vulnerabilidade.

​O caso levanta um debate sensível no mercado financeiro sobre a eficácia da Supervisão Bancária em tempo real, especialmente em instituições que apresentam crescimento acelerado em períodos curtos.

​Contexto e repercussão

​O Banco Master, sob a gestão de Vorcaro, vinha de um processo agressivo de expansão e aquisições. A auditoria do BC agora tenta mapear se a “lente” do regulador estava devidamente ajustada para o modelo de negócios da instituição.

​O mercado aguarda o desfecho do relatório da auditoria, que pode resultar em:

  1. ​Mudanças nos protocolos de monitoramento de risco do BC.
  2. ​Reintegração ou substituição definitiva dos nomes afastados.
  3. ​Novas diretrizes para liquidações extrajudiciais.

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